Historiadora Adriana Silva conta sobre uma linha férrea turística no Sul do país e ideias parecidas na região ribeirão-pretana
Um passeio de trem de Curitiba a Morretes: uma viagem no tempo e reflexões sobre o futuro
Desbravando a Serra Paranaense a bordo de um trem histórico
Recentemente, embarquei em uma viagem de trem inesquecível de Curitiba a Morretes, no Paraná. Foram quatro horas atravessando uma serra exuberante, com paisagens de tirar o fôlego e a constante sensação de estar diante de uma façanha de engenharia. A velocidade moderada do trem (entre 35 e 42 km/h) permitiu apreciar cada detalhe da paisagem, das pontes aos trechos que cruzam a Mata Atlântica, despertando admiração pela construção da ferrovia em meio a tantos desafios.
Projetos ferroviários regionais: passado, presente e futuro
Essa experiência me fez refletir sobre os projetos ferroviários em nossa região. Há diversas iniciativas buscando resgatar o transporte ferroviário, seja para fins turísticos ou de transporte público. Cito como exemplos o Trem da Cana em Sertãozinho (SP), que promete um passeio contando histórias locais; o projeto em Altinópolis (SP), visando conectar a cidade a Serrana e até mesmo a Guardinha (MG), com foco em transporte diário e turismo; e o Museu do Trem em São Simão (SP), que resgata a história ferroviária através de objetos e relatos.
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O trem como símbolo de desenvolvimento e turismo
Além do aspecto histórico e de transporte, o trem carrega um forte apelo turístico. A viagem a Morretes incluiu até uma experiência gastronômica com o tradicional barreado, uma carne cozida por 12 horas. A atmosfera nostálgica e romântica do trem proporciona uma viagem no tempo, revivendo memórias e descobrindo histórias. A pergunta que fica é: quando teremos um trem turístico na nossa região, impulsionando o desenvolvimento econômico e resgatando o charme das viagens ferroviárias?