Padre Gilberto Casper conversou com a CBN Ribeirão
A cidade de Ribeirão Preto se prepara para celebrar um marco histórico: o 111º aniversário da primeira missa realizada na Igreja Santo Antoninho, carinhosamente conhecida como a igrejinha da Avenida Saudade. A celebração especial ocorrerá nesta sexta-feira, às 8 horas da manhã, e será presidida pelo arcebispo metropolitano, Dom Oacir Silva.
Um Santo com Duas Cidades
Padre Gilberto Cásper, em entrevista, compartilhou detalhes sobre a importância de Santo Antônio, um dos santos juninos mais celebrados. Ele explicou que Santo Antônio é conhecido tanto como Santo Antônio de Lisboa, seu local de nascimento, quanto Santo Antônio de Pádua, onde faleceu e pregou o Evangelho. Nascido Fernando de Bulhões e Taveira de Azevedo em 1195, Santo Antônio deixou um legado de fé e devoção.
Retomando a Tradição
Após um período em que Dom Joviano, arcebispo antecessor, enfrentou problemas de saúde e a sede ficou vacante, Dom Oacir Silva retoma a tradição de celebrar a missa na igreja mais antiga da cidade. A Igreja Santo Antoninho, localizada na Avenida Saudade, 202, nos Campos Elíseos, tem um significado especial para a comunidade. A primeira missa foi celebrada em 13 de junho de 1903 por Dom Oacir de Carneiro. Este ano, a celebração será precedida por uma novena especial, realizada nas casas de enfermos e idosos, que não podem mais se deslocar até a igreja.
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Ações e Sustentabilidade
A igreja, que não é paróquia nem capela, mas uma reitoria ligada ao arcebispado, se mantém através de ações entre amigos. Uma joia doada pela Laus será sorteada após a missa, auxiliando na manutenção e restauração do espaço, que é tombado pelo Compaque e em breve pelo Condefaque. Apesar de sua importância histórica e cultural, muitos desconhecem a existência da Igreja Santo Antoninho, situada entre as ruas Minas e Rio de Janeiro, à esquerda da Santa Casa. A região ao redor da igreja abriga uma comunidade carente, com muitos moradores em cortiços e lares de idosos, que recebem atenção especial da pastoral local.
A celebração não é apenas uma missa, mas um momento de renovação da fé e de união da comunidade em torno de um patrimônio histórico e espiritual.



