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Saiba mais informações sobre a esquizofrenia

Ouça a coluna 'CBN Comportamento', com Daniele Zeoti
Saiba mais informações sobre a esquizofrenia
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Ouça a coluna ‘CBN Comportamento’, com Daniele Zeoti

A esquizofrenia é uma das doenças mentais crônicas mais graves, Saiba mais informações sobre a esquizofrenia, caracterizada por alterações profundas no comportamento e na percepção da realidade. O diagnóstico é clínico e deve ser realizado por um médico psiquiatra ou psicólogo, com base na observação dos sinais e sintomas apresentados pelo paciente, uma vez que não existem exames laboratoriais ou de imagem específicos para identificar a doença.

Manifestações e diagnóstico: A esquizofrenia geralmente se manifesta no final da adolescência e início da idade adulta, entre 16 e 21 anos, embora casos em crianças ou adultos de meia-idade sejam exceções. O diagnóstico exige a presença de sintomas como alucinações e delírios. Alucinações são alterações na percepção sensorial, como ouvir vozes ou ver coisas que não existem, frequentemente com conteúdo aterrorizante. Delírios são falsas crenças firmemente mantidas, como a ideia de que a comida está envenenada ou que alguém está perseguindo o indivíduo, sem possibilidade de argumentação contrária. Esses sintomas afetam significativamente o comportamento e podem levar ao isolamento social.

Fatores associados e controvérsias: O uso crônico de maconha tem sido apontado como um possível fator desencadeante da esquizofrenia, especialmente em pessoas com predisposição genética. No entanto, essa relação ainda é controversa, dificultando a definição do que ocorre primeiro: o uso da droga ou o surgimento da doença. Além disso, outros fatores genéticos e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da esquizofrenia, embora não tenham sido detalhados nesta análise.

Importância do diagnóstico precoce e tratamento

É fundamental que sinais como isolamento social, humor instável, comportamentos repetitivos, crenças estranhas ou conversas com vozes imaginárias sejam identificados rapidamente para encaminhamento a avaliação médica especializada. O diagnóstico e tratamento precoces melhoram o prognóstico, especialmente nos primeiros cinco anos após o aparecimento dos sintomas. O tratamento envolve o uso de medicamentos antipsicóticos e psicoterapia. Em casos em que há risco para o paciente ou terceiros, pode ser necessária a internação hospitalar para garantir a segurança e o acompanhamento adequado.

Avanços recentes e perspectivas atuais: Pesquisas recentes, incluindo estudos conduzidos por grupos brasileiros na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), têm apresentado avanços promissores no entendimento e tratamento da esquizofrenia. Atualmente, a doença é abordada de forma diferente do passado, quando os pacientes eram frequentemente encaminhados a manicômios. Com o tratamento adequado, muitos conseguem reintegrar-se socialmente e manter uma vida adaptada. Isso inclui pessoas públicas que vivem com a condição, demonstrando que a esquizofrenia não impede a realização pessoal e profissional.

Panorama

Embora a esquizofrenia continue sendo uma condição complexa e desafiadora, o avanço das pesquisas e a melhoria nos tratamentos têm contribuído para uma melhor qualidade de vida dos pacientes. A conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce e o combate ao estigma associado à doença são essenciais para ampliar o acesso ao cuidado e promover a inclusão social.

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