Ouça a coluna ‘CBN Pet News’, com Alexandre Martini de Brum
A cinomose canina é uma preocupação constante para tutores de cães em todo o mundo, especialmente no Brasil, onde a doença é endêmica. Para entender melhor essa virose, conversamos com o Dr. Alexandre Martini Debrun, que elucidou os principais aspectos da cinomose e como proteger nossos pets.
O que é Cinomose?
A cinomose é uma virose multisistêmica que afeta cães, comprometendo pele, intestino, pulmões e, em casos graves, o cérebro. É uma doença potencialmente fatal e, mesmo quando o animal sobrevive, pode deixar sequelas significativas. A alta incidência no Brasil se deve, em parte, ao grande número de cães não domiciliados e à falta de cuidados adequados.
Quem Está em Risco e Como Ocorre a Transmissão?
Qualquer cão pode contrair cinomose, independentemente de raça, sexo ou idade, principalmente se não estiver devidamente imunizado. A doença se manifesta de maneiras diferentes, dependendo da idade do cão, da virulência do vírus e do estado imunológico do animal. A transmissão ocorre principalmente por via aerógena: o vírus pode se propagar pelo ar, a partir de secreções de animais infectados (saliva, urina, fezes, secreções respiratórias, lágrimas), atingindo até 50 metros de distância. Após a cura, o cão ainda pode eliminar o vírus por um período, tornando o isolamento e a desinfecção do ambiente cruciais.
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Prevenção e Controle da Cinomose
A cinomose impõe limitações, especialmente para quem deseja ter vários animais em casa. Devido à alta taxa de mortalidade e às sequelas, a doença pode controlar a população de animais. Em caso de ocorrência, é fundamental isolar o animal doente, desinfetar o ambiente com produtos como hipoclorito ou amônia quaternária e respeitar um período de quarentena antes de introduzir novos animais no ambiente.
Embora a cinomose seja uma doença grave, a conscientização e as medidas preventivas podem ajudar a proteger nossos amigos de quatro patas.