Ouça a coluna ‘CBN Pet News’, com Alexandre Martini de Brum
A sinomose é uma doença que afeta principalmente os cães, embora também possa acometer outros animais como furões. Ao contrário do que alguns pensam, gatos não são suscetíveis a essa doença. Vamos explorar os sinais clínicos da sinomose e como lidar com ela.
Sinais Iniciais e Cutâneos
Os sinais clínicos da sinomose são variados. Inicialmente, o cão pode apresentar febre, ficar mais quieto, perder o apetite e, em alguns casos, ter vômitos ou diarreia. Outro sinal comum é o engrossamento da pele do focinho e das almofadinhas das patas, condição conhecida como hiperqueratose.
Acometimento de Sistemas Orgânicos
Quando a sinomose afeta o pulmão, o animal pode apresentar secreção nasal e ocular, tosse e intolerância ao exercício. Em relação ao sistema nervoso, o cão pode ter alterações de comportamento, como ficar excessivamente agitado ou não reconhecer o dono. Em casos graves, podem ocorrer convulsões.
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Cuidados e Prevenção
Um cão com sinomose encontrado na rua deve ser avaliado em relação ao seu estado geral e histórico. O ideal é isolá-lo para evitar a propagação da doença. É importante lembrar que a sinomose tem tratamento, principalmente se diagnosticada no início. A vacinação é a melhor forma de prevenção, mantendo as vacinas do animal em dia e monitoradas por um veterinário. Para evitar falhas na vacinação, o animal deve estar saudável, bem alimentado, desverminado e livre de outras doenças.
Embora a eutanásia possa ser considerada em casos neurológicos graves com sequelas incompatíveis com uma qualidade de vida aceitável, muitos animais respondem ao tratamento. Algumas sequelas comuns incluem contrações musculares involuntárias (mioclonia) e problemas dentários como a hipoplasia do esmalte.
Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, muitos cães podem superar a sinomose e ter uma vida saudável.