Ouça a coluna ‘CBN Pet News’, com Alexandre Martini de Brum
Nesta semana, abordamos duas zoonoses importantes que afetam cães e gatos: leishmaniose e raiva. O veterinário Dr. Alexandre Martini de Brun nos ajuda a entender melhor essas doenças, seus riscos e como proteger nossos animais de estimação.
Raiva: Uma Ameaça Controlada, Mas Presente
A raiva urbana está sob controle em muitas regiões, graças a eficientes políticas de vacinação. No entanto, a doença ainda é relatada em áreas rurais. A vacinação anual dos pets é crucial para evitar o ressurgimento da raiva em áreas urbanas, pois o morcego, principal reservatório do vírus, ainda está presente nas cidades.
A transmissão ocorre pelo contato com a saliva de um animal infectado, geralmente por mordedura ou lambedura. É importante evitar o contato com animais errantes ou de estado sanitário desconhecido, especialmente se apresentarem salivação excessiva ou comportamento agressivo. Em caso de mordida ou lambida por um animal suspeito, procure imediatamente um posto de saúde.
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Leishmaniose: Um Desafio de Saúde Pública
A leishmaniose visceral é uma zoonose grave, onde o cão desempenha um papel importante como reservatório. Anteriormente, o tratamento de cães com leishmaniose era restrito, mas essa portaria foi suspensa temporariamente devido a ações de pessoas que buscam tratar seus animais.
É importante ressaltar que o tratamento não promove a cura parasitária, e o animal continua sendo um hospedeiro e fonte de infecção. Por isso, a leishmaniose é considerada um problema de saúde pública. A transmissão ocorre através da picada do mosquito palha, e medidas de controle incluem a dedetização de ambientes, o uso de coleiras repelentes e manter os animais protegidos durante a noite.
Prevenção e Cuidados Contínuos
A prevenção é a melhor forma de proteger seus animais de estimação e a saúde pública. Mantenha a vacinação contra a raiva em dia e adote medidas de controle da leishmaniose. Em caso de suspeita de qualquer uma dessas doenças, procure orientação veterinária imediatamente. A colaboração entre tutores, veterinários e órgãos de saúde é fundamental para o controle dessas zoonoses.