Médica infectologista Silvia Fonseca explica como evitar a infecção, quais os sintomas e o tratamento; confira as orientações
A confirmação de três mortes por febre maculosa após uma festa em Campinas gerou grande preocupação. A presença de capivaras, potenciais hospedeiras dos carrapatos transmissores, em áreas urbanas agrava a situação.
Casos em Ribeirão Preto e a Transmissão da Doença
Em Ribeirão Preto, parques como o Parque Marilho e o Parque Olhos d’Água chegaram a ser interditados devido à infestação de carrapatos. A infectologista Silvia Fonseca esclareceu o processo de contaminação: a bactéria causadora da doença reside em animais como capivaras, cavalos e gambás. O carrapato, ao se alimentar do sangue desses animais, se contamina e transmite a bactéria aos humanos durante sua próxima refeição sanguínea. A bactéria é injetada no fim da alimentação, cerca de quatro horas após o carrapato se fixar na pele. A remoção correta do carrapato, utilizando uma pinça, é crucial para evitar a transmissão.
Sintomas e Diagnóstico
Os sintomas da febre maculosa podem surgir entre dois dias e duas semanas após a picada, iniciando com febre alta, dor de cabeça e dores musculares, assemelhando-se à dengue, mas sem os sintomas respiratórios. Uma característica marcante é o aparecimento de manchas avermelhadas na pele, começando pelas mãos e pés. Sem tratamento, a doença pode evoluir para formas graves, afetando rins, sistema nervoso central e fígado, podendo levar à morte. Embora a doença tenha cura, o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.
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Prevenção e Cuidados
Como não há vacina, a prevenção é baseada na proteção contra picadas de carrapatos. Evitar áreas infestadas, usar roupas claras para facilitar a visualização de carrapatos, calçados fechados e calças por dentro das botas são medidas importantes. A inspeção regular do corpo, a cada duas ou três horas, e a remoção cuidadosa de carrapatos com pinça, sem espremer, são essenciais. Em Ribeirão Preto, apesar de casos suspeitos terem sido registrados em maio, todos foram descartados após exames. No entanto, a vigilância e a prevenção continuam sendo cruciais.



