Utilizado pela primeira vez na década de 1920, acessório compõe até hoje o painel do carro; ouça a coluna ‘CBN Giro Sobre Rodas’
O rádio automotivo: uma jornada pelo tempo
Do rádio valvulado ao multimídia
A trajetória do rádio nos carros é uma fascinante viagem tecnológica. Começando com modelos enormes e custosos na década de 1920, com componentes valvulados que ocupavam grande espaço e necessitavam de uma caixa externa para as válvulas, o rádio automotivo evoluiu significativamente. A dificuldade de instalação e o alto custo limitavam seu acesso, com aparelhos como o Transitone custando o equivalente a um terço do preço de um Ford T.
A popularização e a Motorola
A Motorola, em 1930, marcou um ponto de virada ao lançar um modelo mais prático e acessível, impulsionando a popularização do rádio nos veículos. Os painéis dos carros passaram a incorporar espaços específicos para o rádio, com botões de volume e seleção de canais. Apesar dos avanços, os rádios ainda utilizavam a tecnologia AM, e o sistema era composto por duas partes: o painel e uma caixa de válvulas separada, maior que uma caixa de sapatos. Mesmo com o tamanho, a comodidade de receber informações em tempo real era um atrativo.
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A evolução contínua
A chegada do rádio FM em 1952, pela empresa alemã Blaupunkt, representou outra etapa importante. Antes da fita cassete, toca-discos e mini-discos eram utilizados, mostrando a adaptação da tecnologia aos veículos. A evolução continuou com o surgimento de CDs e MP3 players, culminando nos sistemas multimídia atuais, onde o rádio se integra a uma tela e outras funcionalidades. Embora o rádio como aparelho independente tenha se tornado obsoleto, sua função de transmissor de emissoras permanece essencial no dia a dia dos motoristas.