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Saiba mais sobre a internação compulsória

Ouça a coluna 'CBN Comportamento', com Daniele Zeoti
internação compulsória
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A internação compulsória é um tema complexo e delicado, frequentemente cercado de dúvidas e preocupações. Diferente da internação voluntária, ela ocorre quando um indivíduo com problemas psiquiátricos, como dependência química ou alcoolismo, necessita de tratamento, mas se recusa a aceitá-lo.

O Processo Legal da Internação Compulsória

No Brasil, a internação compulsória é amparada por lei e regulamentada. O processo geralmente se inicia quando um psiquiatra avalia o paciente e determina a necessidade da internação. A família, então, formaliza um pedido, e a clínica, munida do laudo médico e da autorização familiar, notifica o Ministério Público. Este, por sua vez, aciona o juiz, que emite uma liminar autorizando a internação. Uma emenda constitucional de 2013 agilizou esse procedimento, tornando-o mais eficiente.

Reações e Desafios do Paciente

É comum que pacientes submetidos à internação compulsória reajam com raiva, resistência e rebeldia. Inicialmente, eles podem não reconhecer a necessidade do tratamento, acreditando que controlam o uso de substâncias ou que a internação é uma medida arbitrária. Essa falta de aceitação torna o processo terapêutico mais lento e desafiador, exigindo uma abordagem cuidadosa e especializada por parte da equipe clínica.

Duração e Resultados do Tratamento

O tratamento para dependência química, em geral, é longo, podendo durar de nove meses a um ano, dependendo da evolução do paciente. A internação compulsória, por ser iniciada sem a aceitação do indivíduo, pode demandar ainda mais tempo para que ele se conscientize e se engaje no processo de recuperação. Apesar dos desafios, a internação compulsória pode trazer resultados positivos, desde que haja um acompanhamento adequado e uma crença na capacidade de mudança do ser humano.

Embora complexa e delicada, a internação compulsória é uma ferramenta importante para garantir o tratamento de pessoas que, por conta de sua condição, não conseguem reconhecer sua necessidade. A prevenção continua sendo a melhor abordagem.

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