Os detalhes quem traz é o médico pediatra Ivan Savioli Ferraz na coluna ‘Filhos e Cia’
Agosto Dourado: um alerta sobre a amamentação no Brasil
Amamentação exclusiva: o desafio de atingir as metas
O Agosto Dourado, celebrado anualmente em todo o mundo, reforça a importância da amamentação. Apesar da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de amamentação exclusiva até os seis meses de vida, apenas 45% das mães brasileiras conseguem atingir essa meta. Embora tenha havido um aumento na porcentagem nos últimos anos, o país ainda está distante da meta ideal de 90%, estabelecida pela OMS.
Apoio à mãe e políticas públicas: fatores cruciais para o sucesso
Para aumentar as taxas de amamentação exclusiva, é fundamental o apoio à mãe, tanto da família quanto da sociedade. Leis que protejam as mães que amamentam, como uma licença-maternidade mais extensa, são cruciais. Atualmente, a discrepância entre o tempo recomendado de amamentação (seis meses) e o período de licença-maternidade (120 dias) representa um grande obstáculo.
Leia também
Alternativas para mães que não podem amamentar
Nem todas as mães conseguem amamentar seus filhos, seja por questões de saúde (infecção por HIV, uso de medicamentos) ou por dificuldades em produzir leite materno. Nesses casos, os substitutos do leite materno, fórmulas infantis, são uma alternativa, e é importante que essas mães recebam o apoio necessário. O apoio médico e social é fundamental para garantir o bem-estar da criança e da mãe.
O Agosto Dourado serve como um importante lembrete sobre a necessidade de promover a amamentação e de apoiar as mães em suas escolhas. A conscientização sobre os benefícios do aleitamento materno, combinada com políticas públicas que garantam o suporte necessário às mães, é fundamental para melhorar as taxas de amamentação exclusiva no Brasil e assegurar a saúde das crianças.
A melhor idade para passear com o bebê
Considerando a vulnerabilidade dos recém-nascidos a infecções, recomenda-se aguardar até os três meses de idade para iniciar passeios com o bebê. Após esse período, o bom senso deve prevalecer, evitando ambientes com grande aglomeração de pessoas ou locais com riscos de exposição a doenças, mesmo após os três meses de vida.