Patologia não tem cura, mas pode ser controlada em caso de diagnóstico precoce; ouça o oftalmologista Marcelo Jordão
O glaucoma, uma doença ocular crônica, é uma das principais causas de cegueira global, afetando milhões de pessoas no mundo, incluindo mais de 900 mil brasileiros. Apesar de não ter cura, o diagnóstico precoce é fundamental para controlar a sua progressão.
O que é glaucoma e quem pode ser afetado?
O glaucoma pode surgir em qualquer idade, embora seja mais frequente a partir dos 40 anos. Contrariando a crença popular, ele não causa dor na maioria dos casos e é muitas vezes assintomático. Jovens também podem ser diagnosticados com a doença, e em alguns casos, a gravidade pode ser maior do que em adultos.
Diagnóstico e tratamento do glaucoma
A melhor forma de prevenção é o exame oftalmológico de rotina, pelo menos uma vez ao ano. O diagnóstico precoce é crucial para um tratamento eficaz, pois permite controlar a pressão intraocular e evitar a perda irreversível da visão. O tratamento geralmente envolve o uso contínuo de colírios para controlar a pressão ocular. Quanto mais cedo o glaucoma for detectado, maiores as chances de manter uma visão normal ao longo da vida.
Leia também
Fatores de risco e prevenção
A história familiar de glaucoma é um fator de risco significativo, assim como a miopia, diabetes, hipertensão arterial e a raça negra. Pessoas com histórico familiar de glaucoma devem realizar exames regulares. Embora o uso de óculos para miopia ou hipermetropia não aumente o risco de glaucoma, outras condições de saúde podem aumentar a probabilidade de desenvolver a doença. A conscientização e a prevenção por meio de exames regulares são essenciais para garantir a saúde ocular e evitar a cegueira.
Portanto, a realização de exames oftalmológicos regulares é imprescindível para a detecção precoce do glaucoma e o manejo adequado da doença, permitindo que indivíduos afetados mantenham sua qualidade de vida e visão por mais tempo.



