Ouça a coluna ‘CBN Economia’, com Nélson Rocha Augusto
O Produto Interno Bruto (PIB) permanece como o principal termômetro da atividade econômica brasileira. Em entrevista ao quadro de economia da CBN Ribeirão Preto, o economista Nelson Rocha resumiu o indicador como a soma da produção de bens e serviços em um período, abrangendo indústria, agricultura, serviços e a formação bruta de capital, que aponta o nível de investimento na economia.
O que é o PIB e como ele é usado
Rocha explicou que o PIB serve de base para avaliar o desempenho econômico, permitindo observar tanto a produção quanto os investimentos realizados. Segundo o economista, o número é amplamente utilizado em comparações temporais e internacionais para oferecer uma visão geral da saúde econômica do país: “O indicador serve como base para avaliar o desempenho econômico, permitindo analisar a produção e os investimentos realizados”.
Limitações do PIB na avaliação do bem‑estar
Apesar de sua importância, o PIB tem limitações claras quando o objetivo é medir qualidade de vida. O crescimento do PIB não se traduz automaticamente em melhoria das condições da população, porque não capta distribuição de renda, condições de trabalho e outros aspectos do bem‑estar social. Rocha defende que a análise econômica seja complementada por indicadores sociais — emprego, vendas e capacidade de consumo — que mostram melhor o impacto do crescimento na vida das pessoas.
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Perspectivas e desafios para 2024
O potencial de crescimento do Brasil é estimado entre 4% e 5% ao ano, mas as previsões para 2024 apontam para um avanço pouco acima de 2%, superior aos 0,9% registrados no ano anterior, porém ainda distante do potencial do país. O economista observou avanços em escolaridade, emprego e sustentabilidade social, mas ressaltou obstáculos que dificultam um desenvolvimento econômico mais robusto e disseminado.
Rocha também enfatizou a necessidade de cobranças às autoridades por políticas que promovam crescimento consistente e que sejam acompanhadas por melhorias nos indicadores sociais: “É necessário que o crescimento econômico venha acompanhado de avanços sociais, para que o desenvolvimento seja realmente sustentável e beneficie toda a sociedade”.
Para analistas, portanto, o acompanhamento do PIB segue essencial, mas deve ser cruzado com dados sociais que comprovem se o crescimento está, de fato, melhorando a vida da população.