Ricardo Massaro, Tainá Braulino e Lucas Gabriel Pereira falam sobre as dificuldades e os planos para a revitalização do prédio
Apresentação do projeto de restauração do Palacete Camilo de Matos em Ribeirão Preto.
A trajetória do projeto: da aquisição à restauração
Em 2017, Ricardo Massaro e um sócio adquiriram o Palacete Camilo de Matos com o objetivo de restaurá-lo como residência. A iniciativa partiu do sócio, que faleceu em 2022. O processo de aquisição foi complexo, envolvendo negociações com herdeiros e a necessidade de lidar com a legislação referente a imóveis tombados. A Prefeitura de Ribeirão Preto já havia tentado adquirir o imóvel sem sucesso.
Os desafios legais e burocráticos
Dr. Lucas Gabriel Pereira, advogado e presidente do Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural de Ribeirão Preto, explica a complexidade jurídica envolvida na restauração de um imóvel tombado. O processo de aprovação para iniciar as obras foi demorado, exigindo diversos trâmites burocráticos. A demora gerou preocupações e questionamentos da população, que via o palacete em estado de abandono. A abertura do Palacete para visitação pública, mesmo em estado de reforma, surgiu como estratégia para transparência e para engajar a comunidade no processo.
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A importância da preservação e da educação patrimonial
A arquiteta Tainá Braulino destaca a importância histórica e arquitetônica do Palacete Camilo de Matos, que reflete a cultura e a economia de uma época áurea do café no Brasil. A abertura do Palacete para visitação pública, durante a fase de restauração, é vista como um exemplo de educação patrimonial, conectando a população com a memória e a história da cidade. Esse acesso público gera pertencimento e conscientiza sobre a importância da preservação do patrimônio histórico. O projeto demonstra que a preservação do patrimônio histórico é um trabalho coletivo que exige a participação ativa da comunidade e do poder público.
A iniciativa de abrir o Palacete ao público durante a restauração, além de promover a transparência, contribui para a educação patrimonial, conectando a comunidade com sua história e fomentando o sentimento de pertencimento. A preservação do Palacete Camilo de Matos representa muito mais do que a recuperação de um prédio; é a salvaguarda de um capítulo importante da história de Ribeirão Preto e do Brasil.



