Quem aborda o tema é o Dimas Facioli no ‘Emprego e Oportunidades’ desta segunda-feira (11)
Mudanças constantes no mercado de trabalho geram apreensão, principalmente após a pandemia. A velocidade das transformações exige adaptação, e nem sempre as mudanças são suaves.
Mudanças para melhoria e disrupções
Existem dois tipos principais de mudanças: as que visam melhorar o desempenho e as disruptivas, que quebram paradigmas e abrem novos cenários. Ambas causam apreensão, mas as disrupções são mais impactantes. Exemplos incluem a ascensão da telefonia móvel em detrimento da fixa e o impacto das câmeras digitais na indústria de filmes fotográficos.
A velocidade da inovação e a adaptação humana
A rapidez das inovações científicas e tecnológicas supera a capacidade humana de assimilação e adaptação. Dados do LinkedIn indicam que 25% dos conjuntos de habilidades para empregos mudaram desde 2015, e a previsão é de 50% até 2027. Essa realidade impacta diretamente a forma como as organizações contratam.
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Novas habilidades e perfis profissionais
O modelo tradicional de contratação, baseado em formação acadêmica e experiência, está sendo substituído por um foco em habilidades e na capacidade de adaptação do profissional aos desafios da empresa. A vivência e a capacidade de resolução de problemas tornam-se mais importantes do que o currículo tradicional, embora este ainda mantenha sua relevância. As empresas buscam perfis que se encaixem às necessidades específicas de cada desafio, priorizando a capacidade de aprendizado e adaptação.
Em resumo, a era de transformações exige que profissionais e empresas se adaptem rapidamente às novas demandas do mercado, valorizando a capacidade de aprendizado contínuo e a resolução de problemas em detrimento de um currículo tradicional focado apenas em formação acadêmica e experiência prévia.