Dia nacional de combate à doença respiratória que atinge 10% da população é nesta terça, 21 de junho
Com a chegada do período mais seco, as infecções respiratórias, caracterizadas pela inflamação das vias aéreas, tornam-se uma preocupação constante. Rinite e asma, duas condições amplamente conhecidas, ganham destaque nesse cenário, intensificadas pela mudança climática e pelo aumento da concentração de pessoas em ambientes fechados.
Impacto da Qualidade do Ar em Ambientes Fechados
A tendência de manter janelas fechadas durante períodos de tempo instável contribui para a deterioração da qualidade do ar em ambientes domésticos. Essa situação favorece a propagação de vírus e o aumento da incidência de doenças respiratórias. Em Ribeirão Preto, a asma afeta cerca de 60.400 pacientes, representando a terceira principal causa de internações pelo SUS no município, um número alarmante que corresponde a quase 10% da população local.
Fatores Ambientais e a Propensão à Asma
O pneumologista pediátrico Albin Eugênio Augustin, da Faculdade de Medicina da USP Ribeirão, destaca a influência dos fatores ambientais nas irritações das vias aéreas. A asma, de natureza multifatorial, pode ser desencadeada por eventos ambientais em indivíduos com predisposição genética. Poeira, poluição veicular e industrial, e a fumaça do cigarro são apontados como agravantes, inflamando as vias aéreas superiores e facilitando a penetração de agentes virais. Essas infecções podem exacerbar crises de asma, especialmente em pacientes não controlados.
Cuidados Essenciais para um Ambiente Saudável
A limpeza frequente da casa é crucial, especialmente no inverno, quando se torna um ambiente propício para doenças respiratórias. Bichos de pelúcia, cortinas e tapetes devem ser higienizados regularmente para evitar o acúmulo de ácaros, principais desencadeadores de crises de asma em ambientes internos. A exposição à luz solar e a ventilação adequada também são medidas importantes para controlar a presença desses alérgenos.
Embora os problemas respiratórios não tenham cura, a adoção de cuidados contínuos é fundamental para minimizar as crises e melhorar a qualidade de vida. Evitar locais fechados, sempre que possível, e seguir as orientações médicas para o uso correto de medicamentos são medidas importantes. Negligenciar o tratamento pode acarretar sérias complicações pulmonares e, em casos extremos, levar à morte.
A conscientização sobre os fatores de risco e a adoção de medidas preventivas são essenciais para mitigar o impacto das doenças respiratórias e promover um bem-estar duradouro.



