Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Caetano Cury
A CPI do Transporte Coletivo ouviu o diretor de transportes da Transerp, José Mauro de Araújo, e o gerente de transportes Reinaldo Lapatio, cujas respostas levaram vereadores da oposição a cobrar maior fiscalização do serviço prestado pelo consórcio PróUrbano. Nove meses após o início do contrato, a Transerp ainda não solicitou os relatórios contábeis ao consórcio.
A Necessidade de Acompanhamento Contábil
Segundo o relator da CPI, vereador Marcos Papa, o acompanhamento da contabilidade do PróUrbano pela Transerp permitiria detectar descumprimentos de contrato precocemente, evitando problemas no transporte público de Ribeirão Preto, como a falta de investimentos. Os depoentes insistiram que a Transerp fará isso no momento exato, o que foi questionado.
A Fiscalização da Transerp: Avanços e Limitações
O superintendente da Transerp, William Latuf, afirmou que a empresa tem fiscalizado desde 2009, com conquistas significativas, como aumento e renovação da frota, número de postos e linhas. Ele reconheceu atrasos no cumprimento do contrato por parte do consórcio, mas garantiu que a Transerp está fazendo sua parte, apesar de limitações estruturais. Latuf contestou a alegação de que não há exigência de relatórios contábeis mensais, afirmando que serão requisitados oportunamente para analisar o equilíbrio econômico-financeiro do contrato.
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O Futuro do Contrato e as Cobranças da CPI
Latuf informou que o consórcio prometeu enviar até o fim de setembro o projeto de construção do primeiro terminal de ônibus, obra que deve começar até dezembro. Ele rebateu críticas de falta de fiscalização, convidando os críticos a conhecer o trabalho da Transerp. Reconheceu a necessidade de mais fiscais, principalmente para verificar lotação, higiene e comportamento dos motoristas, mas ressaltou que isso depende de recursos financeiros. A CPI, segundo Latuf, motiva a aprimorar o trabalho, aproveitando críticas construtivas. Ele negou que a falta de fiscalização seja uma crítica construtiva, pois a fiscalização existe.
Embora 15 pontos do contrato ainda estejam pendentes ou em atraso, a Transerp mantém reuniões periódicas com o consórcio para cobrar o cumprimento. A análise de possíveis prejuízos do consórcio é considerada prematura. A CPI também abordou o sequestro de um ônibus, com a Transerp afirmando que o GPS do veículo estava funcionando, mas o funcionário de plantão não sabia operá-lo. A sessão da CPI foi marcada por protestos e bate-boca, e a próxima reunião ouvirá quatro fiscais da Transerp.



