Dermatologista Mayra Ianhez da detalhes dessa doença e como lidar com as lesões; confira a coluna ‘Saúde e Bem-Estar’
A hidradenite supurativa é uma doença inflamatória crônica e dolorosa da pele, pouco conhecida e que pode levar à depressão, isolamento social e crises de ansiedade. Afeta uma pequena parcela da população brasileira, manifestando-se por meio de nódulos e caroços em regiões de dobras corporais, como axilas, virilha, nádegas e sob os seios.
Causas e Fatores de Risco
A doença é causada por um distúrbio genético, mas fatores ambientais atuam como gatilhos. O tabagismo, a obesidade, uma dieta inadequada, sedentarismo e alterações hormonais, principalmente o aumento de hormônios masculinos, contribuem para o desenvolvimento da hidradenite. Mulheres, a partir da adolescência, são mais afetadas.
Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico pode ser difícil, pois as lesões se assemelham a furúnculos ou pelos encravados. A recorrência de lesões, principalmente nas axilas e virilha, deve levantar suspeitas. Não existe cura, mas o tratamento visa controlar a doença. Medidas básicas incluem emagrecimento, exercícios físicos, dieta equilibrada, cessação do tabagismo e depilação definitiva a laser. Antibióticos, imunobiológicos e cirurgias podem ser necessários em casos mais graves. O ultrassom auxilia no diagnóstico, revelando a extensão das lesões internas, muitas vezes maiores do que aparenta na superfície da pele.
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A hidradenite supurativa afeta mais mulheres, principalmente após a adolescência. A dor intensa, o mau cheiro, a secreção purulenta e as limitações sociais decorrentes da doença causam sofrimento e podem levar à depressão. O tratamento precoce e adequado, com a combinação de mudanças no estilo de vida, medicamentos e, quando necessário, cirurgia, é fundamental para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.



