Professora Vera Lúcia Pereira dos Santos falou à CBN Ribeirão
Encerrando nossa série de orientações para o vestibular, reunimos dicas valiosas sobre o que fazer e o que evitar nas redações dos exames de fim de ano. Contamos com a expertise da professora Vera Lúcia Pereira dos Santos, doutora em linguística e língua portuguesa, para apresentar mais algumas indicações cruciais.
Coesão e Lógica: A Alma da Redação
A coesão se refere ao encadeamento sintático das ideias. Em outras palavras, as ideias não podem ser apresentadas de forma solta e desconectada. Elas devem ser estruturadas por meio de elementos gramaticais, como conjunções e pronomes pessoais, que atuam como conectivos. Esses conectivos garantem que o texto flua de maneira coesa, com um sentido perfeitamente encadeado e, consequentemente, coerente.
Um texto coeso e coerente é uniforme, sem contradições ou considerações infundadas. A gramática e as ideias trabalham juntas para criar uma unidade de sentido.
O Que Evitar a Todo Custo
É fundamental evitar clichês e frases feitas, também conhecidas como senso comum. Um exemplo clássico é a frase: “É preciso que as pessoas se conscientizem da gravidade dos problemas”. Esse tipo de expressão é um chavão que empobrece o texto.
Outro erro grave é o uso de oralidades, gírias e “internetês”. Isso compromete a correção gramatical do texto. Lembre-se: a escrita formal e culta é essencial em redações dissertativas-argumentativas.
O Título Importa?
Algumas universidades e o ENEM não exigem título. Nesses casos, o título é apenas um elemento opcional que o aluno pode usar para indicar o tema ou aspecto que será desenvolvido. No ENEM, o guia do participante não faz nenhuma exigência nesse sentido. É importante seguir as instruções específicas de cada vestibular ou exame.
Seguindo essas orientações e investindo em leitura e informação, é possível construir uma redação de qualidade.



