Ouça a coluna ‘CBN Pet News’, com Alexandre Martini de Brum
Crises convulsivas em animais de estimação são um tema que gera muitas dúvidas e preocupações. Para esclarecer o assunto, conversamos com o Dr. Alexandre Martini de Bruun, que compartilhou informações valiosas sobre o que são as convulsões, suas causas, como agir durante uma crise e as opções de tratamento disponíveis.
O que são as crises convulsivas?
Dr. Alexandre explica que a convulsão é um sinal clínico, um desequilíbrio de neurotransmissores no sistema nervoso central do animal. É crucial entender que a convulsão não é uma doença em si, mas sim um sintoma de alguma condição subjacente. Diversas doenças podem causar crises convulsivas, como a cinomose, já discutida em programas anteriores. No entanto, a principal causa de convulsões em cães é a epilepsia idiopática.
Cães x Gatos: Quem é mais afetado?
Os cães são mais propensos a sofrer de convulsões do que os gatos. Isso se deve principalmente à maior incidência de cinomose e epilepsia idiopática em cães. Gatos raramente apresentam epilepsia idiopática e não são afetados pela cinomose, o que explica a menor ocorrência de convulsões nessa espécie.
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O que fazer durante uma crise convulsiva?
É natural que os tutores se assustem ao presenciar uma convulsão em seu animal de estimação. No entanto, é importante manter a calma e agir da maneira correta. Dr. Alexandre orienta que, ao contrário do que se acredita em relação a humanos, não se deve colocar a mão na boca do animal durante a convulsão. Isso porque, como o animal geralmente cai de lado (decúbito lateral), não há risco de engasgo com a própria saliva.
O ideal é proteger a cabeça e os membros do animal para evitar que ele se machuque durante os movimentos involuntários. As convulsões costumam durar de 30 segundos a um minuto, e o animal geralmente volta ao normal logo em seguida.
Tratamento e Cuidados a Longo Prazo
Após uma crise convulsiva, é fundamental levar o animal ao veterinário o mais rápido possível para identificar a causa do problema. Dependendo do diagnóstico, o tratamento pode variar. Em casos de epilepsia idiopática, o tratamento é contínuo, com o uso de medicamentos controlados para regular a função dos neurotransmissores. A cinomose também pode deixar sequelas que exigem medicação a longo prazo. Em situações mais graves, como intoxicações ou crises contínuas (status epilepticus), pode ser necessária internação e intervenção médica intensiva.
O acompanhamento veterinário é essencial para garantir a qualidade de vida do animal e controlar as crises convulsivas.