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Saiba os riscos da alergia à proteína do leite de vaca (PLV) às crianças

Estudos apontam que 5% dos bebês até um ano podem desenvolver os sintomas; ouça o 'Filhos e Cia' com Ivan Savioli Ferraz
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Estudos apontam que 5% dos bebês até um ano podem desenvolver os sintomas; ouça o 'Filhos e Cia' com Ivan Savioli Ferraz

Estudos apontam que 5% dos bebês até um ano podem desenvolver os sintomas; ouça o ‘Filhos e Cia’ com Ivan Savioli Ferraz

A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) afeta até 5% dos bebês com menos de um ano, causando grande preocupação nos pais. Mas o que diferencia a APLV da intolerância à lactose? Segundo o Prof. Dr. Ivã Savioli, pediatra da USP, a APLV é uma reação alérgica a proteínas do leite de vaca, enquanto a intolerância à lactose é a incapacidade de digerir o açúcar do leite.

Diferenças entre APLV e Intolerância à Lactose

A APLV é uma resposta imunológica, geralmente aparecendo nos primeiros meses de vida, enquanto a intolerância à lactose surge após os dois anos, sendo rara antes disso. Os mecanismos são distintos, embora alguns sintomas possam se sobrepor.

Sintomas da APLV

Os sintomas da APLV variam em intensidade e tempo de aparecimento, podendo ir de leves desconfortos (vômitos, cólicas, diarreia, dermatite atópica) a reações graves como anafilaxia (dificuldade respiratória, queda de pressão). Vale ressaltar que mesmo sem ingestão direta de leite, bebês em aleitamento materno exclusivo podem apresentar sintomas se a mãe consumir leite, pois algumas proteínas passam para o leite materno.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico da APLV envolve avaliação clínica, exames de sangue (dosagem de anticorpos) e testes cutâneos. A confirmação se dá pela eliminação do leite e derivados da dieta da criança, observando a melhora dos sintomas, e pela posterior reapresentação dos sintomas ao reintroduzir o leite. O tratamento principal é a exclusão do leite de vaca e derivados. Existem leites especiais (hidrolisados) ou à base de soja como alternativas. O leite de cabra não é recomendado, devido à alta probabilidade de alergia cruzada. A boa notícia é que cerca de 90% das crianças superam a APLV até os 6 anos de idade.

Em casos de bebês em aleitamento materno exclusivo com sintomas de APLV, a mãe deve eliminar o leite e derivados de sua dieta. O acompanhamento médico, muitas vezes por um especialista em alergia infantil, é fundamental para o diagnóstico e tratamento adequado.

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