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Saiba os riscos que a automedicação pode trazer a saúde

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes
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Uma pesquisa recente do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade revelou que 76,4% dos brasileiros recorrem a medicamentos por indicação de familiares, amigos ou vizinhos. Além disso, 32% desses usuários aumentam a dose por conta própria, buscando potencializar os efeitos. Para entender melhor os riscos dessa prática, conversamos com Rebecca Furkin, farmacêutica do Instituto Oncológico de Ribeirão Preto.

Os Perigos da Automedicação

Rebecca Furkin alerta que a automedicação, frequentemente baseada em conselhos de terceiros ou decisões individuais, pode trazer sérias consequências. Entre os principais riscos estão o aumento dos efeitos adversos dos medicamentos, incluindo interações medicamentosas que podem potencializar efeitos tóxicos. A automedicação também pode mascarar sintomas de doenças, levando ao agravamento do quadro geral e prejudicando a qualidade de vida do paciente.

Gripes e Resfriados: Cuidado Redobrado

Mesmo para condições aparentemente simples como gripes e resfriados, a automedicação exige cautela. O ideal é sempre procurar um profissional de saúde, como um médico ou farmacêutico, para obter orientação adequada. O uso indiscriminado de antibióticos, por exemplo, pode levar à resistência bacteriana, tornando futuras infecções mais difíceis de tratar. Rebecca destaca que, mesmo que um medicamento tenha funcionado antes, uma segunda utilização pode desencadear reações alérgicas, especialmente em pessoas com hipersensibilidade a certas substâncias.

Atenção aos Medicamentos para Gripe e Dengue

É crucial estar atento aos medicamentos utilizados para tratar diferentes doenças. Rebecca Furkin faz um alerta importante sobre o uso de medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (como a aspirina) para tratar sintomas de gripe em casos de suspeita de dengue. Esses medicamentos podem aumentar o risco de hemorragia, uma complicação grave da dengue. A farmacêutica enfatiza que o farmacêutico é o profissional mais capacitado para orientar sobre o uso correto de medicamentos, sempre com a supervisão de um médico especialista quando necessário.

A automedicação, embora pareça uma solução rápida, pode ter consequências graves. Dados da Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas indicam que cerca de 20 mil mortes são registradas anualmente no país devido a essa prática. Para conscientizar a população sobre o uso racional de medicamentos, o Instituto Oncológico de Ribeirão Preto promove uma palestra com dicas e orientações. O evento será realizado na Rua Irtom Roxo, 571, no Alto da Boa Vista, e mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3623-2341.

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