Ouça a coluna ‘CBN Saúde’ com Fernando Nobre
O cardiologista Fernando Nobre, em sua coluna CBM Saúde, alertou sobre os perigos do consumo excessivo de açúcar. O consumo exagerado leva a alterações metabólicas, aumento da produção de glicose no fígado e esteatose hepática, detectável por meio de ultrassom abdominal. Além disso, aumenta o risco de diabetes tipo 2.
Consumo Excessivo: Um Problema Mundial
Apesar dos conhecimentos sobre os malefícios, o consumo de açúcar permanece alto em diversos países. O Reino Unido, por exemplo, registra uma média de 93 gramas diários, enquanto a Organização Mundial da Saúde recomenda no máximo 25 gramas. A média brasileira é ainda mais preocupante, com 30 quilos consumidos por pessoa ao ano, ultrapassando o limite recomendado de 18 quilos.
Gordura no Fígado e suas Consequências
Um estudo realizado nas universidades de Zurique e na Áustria analisou o consumo de açúcar e álcool em jovens entre 18 e 30 anos. Os resultados mostraram que o consumo de álcool sozinho já contribui para o acúmulo de gordura no fígado, mas esse acúmulo dobra quando associado ao consumo excessivo de açúcar. A esteatose hepática, acúmulo de gordura no fígado, pode evoluir para problemas graves como hepatite gordurosa, cirrose e até câncer. No Brasil, estima-se que 30% da população adulta sofra com essa condição.
Leia também
Prevenção e Cuidados
Não existe tratamento específico para a esteatose hepática, a prevenção é a melhor estratégia. Ela se baseia em manter a circunferência abdominal dentro dos limites saudáveis (abaixo de 88 cm para mulheres e 102 cm para homens), controlar o peso, evitar dietas restritivas em excesso, moderar o consumo de álcool, restringir carboidratos refinados e gorduras saturadas, e priorizar alimentos integrais, azeite de oliva, peixes, frutas e verduras. Adotar hábitos saudáveis é fundamental para a prevenção e manutenção da saúde.