Ouça a coluna ‘CBN Agronegócio’, com José Carlos de Lima Júnior
Especialistas em sistemas agroindustriais questionam a generalização do termo ‘commodity’ para toda a produção do agronegócio brasileiro. Embora grande parte da produção se enquadre nessa categoria, uma parcela significativa se destaca pela diferenciação e agregação de valor.
A Falsa Impressão das Commodities
José Carlos de Lima Júnior, especialista na área, aponta que cerca de 90% do que é produzido no campo possui baixa diferenciação, característica típica de commodities. No entanto, os 10% restantes incorporam tecnologia e valor agregado, resultando em produtos diferenciados que o consumidor reconhece e está disposto a pagar mais.
Exemplos de Produtos Diferenciados
O tomate cereja, comercializado como ‘tomate gourmet’, é um exemplo claro. Sua produção envolve alta tecnologia, o que justifica um preço significativamente superior ao do tomate convencional. Outro exemplo é o café colombiano, que conquistou reconhecimento internacional pela rigorosa seleção de grãos, resultando em um produto de alta qualidade.
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O Caso dos Produtos Orgânicos
Produtos orgânicos também se encaixam nessa categoria. Seu sistema de produção diferenciado, desde o plantio até a colheita, confere um valor agregado que se reflete no preço final. O consumidor reconhece o cuidado e a qualidade envolvidos em todo o processo produtivo.
A diferenciação no agronegócio, impulsionada pela tecnologia e pela busca por qualidade, demonstra que nem tudo que é produzido no campo pode ser considerado uma simples commodity.