A nutricionista Cristina Trovó, relaciona a alimentação com a doença; ouça a coluna!
Alimentação e Mal de Parkinson: Uma Conexão Intrigante
Recentes estudos apontam uma possível relação entre a alimentação e o desenvolvimento do Mal de Parkinson. Essa conexão está ligada à desbiose intestinal, um desequilíbrio da microbiota intestinal, ou seja, das bactérias que vivem em nosso intestino. Um intestino com desbiose apresenta um aumento de bactérias “ruins” e uma deficiência de bactérias “boas”, o que pode desencadear problemas.
Desbiose Intestinal e Inflamação: O Mecanismo da Doença
A desbiose intestinal leva a um aumento das proteínas pró-inflamatórias. Essas proteínas migram para o sistema nervoso central, causando inflamação. Essa inflamação, por sua vez, está associada ao surgimento e ao agravamento dos sintomas do Mal de Parkinson. Alimentos como batata frita, bolachas, refrigerantes, doces e o consumo excessivo de medicamentos contribuem para o desequilíbrio da microbiota intestinal.
Prevenção e Controle através da Alimentação
Uma alimentação equilibrada é crucial tanto na prevenção quanto no controle dos sintomas do Mal de Parkinson. A dieta mediterrânea, rica em fibras, cereais integrais, frutas (com casca), e alimentos probióticos (como iogurte, kefir e kombucha), é recomendada. A hidratação adequada também é essencial, principalmente quando se aumenta o consumo de fibras. Manter uma dieta balanceada, evitando excessos de alimentos processados e açúcares, é fundamental para a saúde intestinal e a prevenção de doenças como o Mal de Parkinson.
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Manter uma dieta equilibrada, rica em nutrientes e com baixo teor de gorduras, aliada à hidratação adequada, pode auxiliar na prevenção e no controle dos sintomas do Mal de Parkinson. Priorizar alimentos frescos e naturais, e evitar o consumo excessivo de alimentos processados e açucarados, é um passo importante para a manutenção da saúde intestinal e do bem-estar geral.