Ouça a coluna ‘CBN Cerveja de Conteúdo’, com Bia Amorim
O mercado cervejeiro, muitas vezes visto como predominantemente masculino, tem uma história repleta de contribuições femininas, que vão desde a descoberta da bebida até os dias atuais.
Mulheres e a história da cerveja
A relação entre mulheres e cerveja remonta a milênios. Acredita-se que mulheres, envolvidas no cultivo e processamento de grãos, tenham, acidentalmente, descoberto a fermentação e criado a cerveja. Nincasse, deusa da cerveja na Mesopotâmia (1800 a.C.), reforça essa ligação histórica. Na Idade Média, mulheres produziam cerveja em casa e podiam vender o excedente, demonstrando seu papel na produção e comercialização da bebida. A monja beneditina Hildegard, na Alemanha, adicionou o lúpulo à cerveja, uma prática que perdura até hoje.
Movimento feminista e cervejas
Atualmente, o movimento feminista tem se manifestado no setor cervejeiro. No Brasil, o coletivo “Ela”, fundado em 2016, produz cervejas, como a Bailewine (de alta graduação alcoólica), com lucros revertidos para ONGs que atendem mulheres vítimas de violência. Em São Paulo, uma American Witch será lançada especialmente para o Dia Internacional da Mulher, com a renda destinada a uma organização beneficente.
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Sugestões de cervejas
Para celebrar as mulheres ou simplesmente apreciar uma boa cerveja, algumas opções leves e delicadas são sugeridas: Deus do Céu Rosé de Biscoitos, Little Valley (saison com figo), Dogma Sour Mind e Biroudot (da Pratinha). Essas cervejas, com características suaves e refrescantes, representam a delicadeza e a força feminina.