O Nossa Gente deste sábado (8) conta a história e o trabalho da gaúcha Karoline Saadi, que escolheu a cidade para os registros
A fotógrafa premiada Caroline Saade, de Ribeirão Preto, conquistou recentemente o Burf Photographik Image Competition, um prêmio mundial na categoria preto e branco de registros de partos. Em entrevista, ela compartilha sua trajetória e a história por trás da foto vencedora.
Um Prêmio Mundial e a Superação da Síndrome da Impostora
Caroline conta que, por muito tempo, viu a competição como algo inalcançável. Acompanhava o trabalho de outros fotógrafos como inspiração, mas a síndrome da impostora a impedia de participar. Somente após o incentivo de amigas, ela decidiu se inscrever, enviando quatro fotografias para diferentes categorias. A seleção incluiu uma primeira etapa com a avaliação de suas amigas, que a ajudaram a refinar as imagens antes do envio oficial. A foto premiada, inicialmente colorida, foi convertida para preto e branco para destacar as expressões faciais e os sentimentos do momento do parto.
A Foto Premiada: Um Registro de Nascimento Respeitoso
A imagem vencedora retrata um parto domiciliar planejado, com a presença de duas enfermeiras obstetras e a irmã mais velha acompanhando o nascimento. Caroline destaca a importância de mostrar a segurança e a beleza do parto domiciliar, contrastando com a alta taxa de cesarianas. A foto captura um instante preciso, um “segundo” que, para a mãe, parece ter durado para sempre, representando a capacidade da fotografia de eternizar momentos fugazes e cheios de significado. A fotógrafa ressalta a importância do olhar atento, da sensibilidade para perceber e valorizar o que realmente importa em cada registro.
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Reconhecimento e a Busca pela Beleza no Caos
Caroline já coleciona prêmios importantes, incluindo uma indicação ao Golden Lens Awards e o reconhecimento como uma das três fotógrafas mais premiadas do país. No entanto, o Burf Photographik Image Competition representava um objetivo de grande significado pessoal. Seu trabalho se destaca por mostrar a beleza em situações consideradas difíceis, como famílias com crianças com deficiência, desafiando o olhar convencional que se concentra apenas na dor e no sofrimento. Para Caroline, a fotografia é uma forma de conectar-se com as pessoas, de construir pontes e mostrar que existe beleza no caos, mesmo em momentos desafiadores. A fotógrafa acredita no poder transformador da imagem para inspirar e mudar perspectivas.



