Dois crimes causados por detentos liberados foram registrados nesta quinta-feira (26)
O período natalino é marcado por benefícios concedidos a presos, permitindo a saída temporária de presídios. No entanto, a prática gera controvérsias e preocupações com a segurança pública.
Saidinha de Natal: aumento da insegurança?
A liberação de presos para as festas de fim de ano, conhecida como “saidinha”, tem se mostrado um desafio para a segurança pública. Relatos de crimes cometidos por indivíduos que usufruíram do benefício são recorrentes. Em Ribeirão Preto, pelo menos dois casos foram registrados na Central de Polícia Judiciária: um homem que rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu, e um assalto onde um dos criminosos usava o dispositivo.
Opiniões divergentes sobre o benefício
A opinião pública se divide sobre a eficácia e a segurança da “saidinha”. Enquanto alguns, como o segurança Alexandre Borges, defendem o fim do benefício por acreditar que aumenta a insegurança, outros, como o aposentado Feliciano José de Oliveira Neto, aponta a necessidade de critérios mais rigorosos na seleção dos beneficiados, focando em presos menos perigosos. O especialista em segurança pública, Gweilfam Pescuma Jr., destaca a importância de não generalizar, lembrando que o benefício é previsto em lei, mas critica a falta de critérios na sua aplicação.
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Necessidade de aprimoramento do sistema
A concessão indiscriminada do benefício sobrecarrega o policiamento e gera insegurança na população. Pescuma Jr. salienta a necessidade de aprimoramento dos sistemas de seleção dos beneficiários, priorizando a segurança da sociedade. Ele também destaca a diferença entre “saidinha” e indulto natalino, sendo este último um perdão de pena previsto na Constituição. Apesar de contatos com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) de São Paulo, ainda não há um balanço oficial sobre o número de presos beneficiados e seu comportamento após a liberação.



