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Sair da zona de conforto e ousar é essencial para empresas

Ouça a coluna 'CBN Multimídia', com Edmo Bernardes
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A ousadia de romper com o tradicional pode ser vista como rebeldia ou um sopro de criatividade. Para a renomada revista Playboy, a adoção de uma nova estratégia de publicação gerou reações diversas, mas trouxe um retorno positivo para a marca, especialmente no setor publicitário, que se mantém como o motor vital da publicação.

O Fim da Nudez Explícita e o Impacto na Publicidade

A decisão de eliminar a nudez explícita das capas da Playboy sinalizou um crescimento notável na receita publicitária. Essa mudança, inicialmente implementada nos Estados Unidos, atrásra se estende ao Brasil e a outros países, refletindo uma tendência global.

A Percepção do Público e a Nova Estratégia

Como apontado por Edmo Bernáez, a medida reflete uma mudança na percepção do público. Pesquisas indicam que o consumidor, de forma geral, demonstrava um crescente desinteresse e até mesmo desconforto com o excesso de nudez. As reclamações e sugestões recebidas pela revista revelaram que essa abordagem não agradava mais, especialmente ao público feminino, mas também a uma parcela crescente do público masculino.

O Caso Luana Piovani e o Futuro da Playboy no Brasil

A escolha de Luana Piovani para a capa da primeira edição da Playboy sem nudez no Brasil gerou grande expectativa. A declaração da atriz sobre essa nova fase da revista causou ainda mais impacto do que a própria publicação. Nos Estados Unidos, o CEO da Playboy, Scott Flanders, relatou um aumento significativo na publicidade, chegando a 55% da revista, além de um acréscimo de 1.200 novos pontos de venda interessados em comercializar a publicação.

Essa mudança de estratégia acompanha uma tendência já observada em outras campanhas publicitárias, como as de cerveja, que têm diminuído o uso excessivo da imagem feminina. A insinuação, como a Playboy e outras revistas como a VIP demonstram, pode ser mais atraente e despertar maior curiosidade do que a nudez explícita.

A experiência nos Estados Unidos sugere que essa nova abordagem será bem recebida no Brasil. É um alerta para anunciantes e empresas: o consumidor está mais atento, seletivo e exigente. As estratégias da revista são surpreendentes e resta saber se essa nova direção se manterá no futuro.

As mudanças implementadas pela Playboy refletem uma adaptação aos novos tempos e às demandas do público. Resta acompanhar os resultados dessa ousada aposta no mercado brasileiro.

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