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Santa Casa e Beneficência Portuguesa estão sem repasses municipais desde janeiro

Prefeitura de Ribeirão Preto deveria ter enviado mais de R$ 2 milhões para cada hospital durante 2016
repasses municipais
Prefeitura de Ribeirão Preto deveria ter enviado mais de R$ 2 milhões para cada hospital durante 2016

Prefeitura de Ribeirão Preto deveria ter enviado mais de R$ 2 milhões para cada hospital durante 2016

A saúde pública em Ribeirão Preto enfrenta um momento crítico, com instituições de saúde alertando para atrasos significativos nos repasses financeiros da prefeitura. A Santa Casa e a Beneficência Portuguesa divulgaram notas oficiais detalhando as dívidas acumuladas pela administração municipal referentes aos serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Dívidas e Ameaças de Suspensão de Atendimentos

A Santa Casa informou que a prefeitura acumula um débito de R$ 2,1 milhões. A Beneficência Portuguesa, por sua vez, declarou que se reunirá com a Secretaria Municipal de Saúde para discutir soluções para os atrasos nos repasses de 2016, que já somam quase R$ 2,4 milhões. Diante dessa situação, a Beneficência Portuguesa ameaça suspender o atendimento pelo SUS a partir da próxima sexta-feira, 1º de julho.

Impacto na Qualidade do Atendimento

Eduardo Luiz Bin, do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), expressou preocupação com a qualidade do serviço prestado aos pacientes. Ele ressaltou que a Beneficência Portuguesa atende 85% dos pacientes do SUS na região e que a suspensão dos serviços teria um impacto significativo na população. Bin apelou para que os governantes de Ribeirão Preto busquem soluções para garantir o atendimento digno à população.

Desafios na Gestão Hospitalar

André Lucirton Costa, especialista em gestão na área de saúde da USP, destacou que os atrasos nos repasses de verbas públicas dificultam a administração dos hospitais. A falta de recursos afeta a operação diária das atividades de saúde e pode comprometer a qualidade do serviço prestado. Costa enfatizou que os pagamentos em dia são fundamentais para o processo administrativo e que a insegurança financeira gera custos e problemas administrativos.

Em resposta, a administração municipal de Ribeirão Preto contestou os números divulgados pelas instituições, afirmando que metade do repasse é feita de imediato, 30% na última semana do mês e os 20% restantes seguem uma ordem cronológica de pagamento, com prazo de 90 a 120 dias.

A situação exige atenção e medidas urgentes para garantir a continuidade dos serviços de saúde e o bem-estar da população de Ribeirão Preto.

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