Agentes de saúde misturam uma substância na água que atrai o mosquito; Diretor de Saúde, André Nader, explica a técnica
Moradores de Santa Rosa de Viterbo ganharão mais uma ferramenta no combate ao Aedes aegypti. Além das vistorias em imóveis e recolhimento de criadouros do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika, a cidade implantará armadilhas para capturar as fêmeas do mosquito.
Novas Armadilhas para Combate ao Mosquito
O método consiste em utilizar armadilhas que atraem as fêmeas do Aedes aegypti por meio de um produto chamado deoxico misturado na água. Após a captura, as amostras são enviadas para análise, identificando a presença de vírus e sua circulação na região. Segundo André Nader, diretor de saúde de Santa Rosa de Viterbo, o monitoramento já começou e a expectativa é que o sistema esteja implantado em todo o município até o fim do mês.
Situação da Dengue em Santa Rosa de Viterbo
A cidade registra 61 casos positivos de dengue, representando cerca de 0,2% a 0,3% da população. Apesar do baixo índice em comparação com outras cidades, a situação é considerada uma epidemia devido à proporção de casos positivos em relação aos negativos. A implantação das novas armadilhas visa ações mais efetivas para evitar o agravamento da situação.
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A Importância do Monitoramento das Fêmeas e a Responsabilidade Coletiva
O foco principal do monitoramento são as fêmeas do mosquito, pois são elas que depositam os ovos. A estratégia permite identificar áreas críticas e implementar ações específicas, sem esperar que a população adoeça. O sistema de armadilhas, desenvolvido pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro, já foi testado em outras cidades e atrásra chega a Santa Rosa de Viterbo. As armadilhas serão instaladas a cada 500 metros quadrados, independentemente do tipo de imóvel. Porém, a iniciativa não substitui a responsabilidade individual de cada cidadão em manter seus quintais limpos e livres de criadouros do mosquito. Ações de conscientização junto à população, visitas domiciliares e limpeza de áreas públicas continuam sendo realizadas.
Com a nova tecnologia e a manutenção das ações preventivas, a cidade espera controlar a proliferação do Aedes aegypti e reduzir os casos de dengue.



