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São Joaquim da Barra entra em estado de calamidade após segunda morte por dengue

Uma criança e uma idosa morreram vítimas da doença em 2019; cidade já teve 36 diagnósticos confirmados
dengue em São Joaquim da Barra
Uma criança e uma idosa morreram vítimas da doença em 2019; cidade já teve 36 diagnósticos confirmados

Uma criança e uma idosa morreram vítimas da doença em 2019; cidade já teve 36 diagnósticos confirmados

São Joaquim da Barra, município com pouco mais de 50 mil habitantes localizado a 60 quilômetros de Ribeirão Preto, enfrenta uma grave crise de dengue. A prefeitura decretou estado de calamidade pública devido ao aumento vertiginoso de casos e suspeitas da doença.

Casos e Mortes

Até o momento, foram confirmados 36 casos de dengue em São Joaquim da Barra, com mais 100 casos sob investigação. Infelizmente, a cidade já registrou duas mortes: uma menina de 10 anos após parada cardiorrespiratória e uma idosa de 79 anos que faleceu após internação em estado grave na Santa Casa. Há ainda suspeita de um caso de dengue hemorrágica, segundo o coordenador da Divisão de Vigilância em Saúde, Marcos Guedes.

Medidas Municipais

Diante da gravidade da situação, a prefeitura decretou estado de calamidade pública, medida que permite acesso a auxílio do governo federal e a realização de obras sem licitação, se necessário. Um arrastão para recolhimento de criadouros do mosquito Aedes aegypti foi realizado nos bairros Adim Paulista e Vila Sônia. A prefeitura afirma ter realizado campanhas de conscientização, mas admite que a situação escapou do controle.

Reflexões sobre a Crise

A demora na decretação do estado de calamidade pública levanta questionamentos. O advogado e professor da USP, Dr. Daniel Pacheco, explica que a prefeitura, em situações graves, pode optar primeiro pelo estado de emergência, escalando para calamidade pública se necessário. A decretação de calamidade pública permite acesso a recursos federais e flexibiliza processos licitatórios para obras emergenciais. É crucial que a população colabore com a limpeza de quintais e a eliminação de possíveis criadouros do mosquito, prevenindo não só a dengue, mas outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

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