Além dos incêndios e queimadas, tempo seco e a baixa umidade do ar, moradores relatam dificuldade com abastecimento
São Joaquim da Barra enfrenta grave crise hídrica
Falta d’água generalizada
Moradores de São Joaquim da Barra, município do interior paulista, sofrem com a falta de água em suas torneiras. O problema, segundo relatos, não é novo, se agravando com a estiagem prolongada e a umidade do ar abaixo dos 20%. Vídeos enviados à redação da CBN mostram a dificuldade da população, com pias cheias de louça, roupas acumuladas e torneiras secas. Em apenas uma semana, foram registrados três dias seguidos sem água em alguns bairros, impactando higiene pessoal e tarefas domésticas.
Situação crônica e falta de planejamento
O baixo nível do rio que abastece a cidade, associado à falta de planejamento e conscientização, contribui para a crise. Uma moradora do Jardim Marivan relata que a falta d’água é crônica na região, piorando durante a estiagem. A falta de medidas eficazes da prefeitura, como racionamento, multas por desperdício e ações de conscientização, agrava a situação. A população reclama da falta de planejamento da prefeitura, que mesmo ciente da estiagem anual, não toma medidas preventivas.
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Medidas em outras cidades e soluções possíveis
Outras cidades da região também enfrentam problemas de abastecimento de água. Franca, por exemplo, não descarta a possibilidade de racionamento. Em Puan, a prefeitura adotou medidas como multas para quem lavar calçadas, irrigar jardins ou lavar carros. São José da Bela Vista também decretou racionamento e multas por desperdício. A falta de chuva, aliada à irresponsabilidade de alguns moradores que lavam calçadas e carros mesmo com a escassez de água, contribui para o agravamento da situação. Ações de conscientização, planejamento urbano e medidas mais rígidas para coibir o desperdício são urgentes para amenizar os impactos da crise hídrica.
A situação em São Joaquim da Barra demonstra a necessidade de planejamento e ações efetivas para enfrentar a estiagem e garantir o abastecimento de água à população. A falta de resposta da prefeitura aos questionamentos sobre medidas para minimizar os impactos da crise reforça a urgência de soluções imediatas e de longo prazo.



