Duas galinhas testaram positivo para influenza aviária em propriedade particular; governo nega risco à população
O governo de São Paulo confirmou um caso de gripe aviária na cidade de Monte Azul Paulista, mas afirmou que não há riscos para a população. A Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento informou que duas galinhas apresentaram sintomas de influenza aviária de alta patogenicidade em uma propriedade particular.
Confirmação e origem do caso
A doença foi confirmada pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária após análise dos animais, que eram criados para consumo dos moradores da chácara. Segundo Carina Fiorese, secretária de Agricultura de Monte Azul Paulista, as galinhas foram contaminadas por animais silvestres, que, por sua vez, foram infectados por patos migratórios que utilizam açudes e lagos da região como ponto de parada.
Medidas adotadas pela prefeitura
A Secretaria Municipal de Saúde isolou o local e comunicou a população, especialmente proprietários de aves domésticas, para que fiquem atentos a qualquer sinal de anormalidade e informem a vigilância sanitária. Fiorese destacou que o monitoramento continuará pelos próximos dias, com um período de quarentena de 28 dias para observar possíveis novos casos.
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Fiscalização e vigilância na região
Seis estabelecimentos avícolas comerciais próximos à propriedade foram inspecionados por equipes da defesa agropecuária, sem registro de sinais clínicos da doença em outras aves. Além disso, o governo estadual realiza vigilância ativa em criações de subsistência num raio de 10 quilômetros para identificar eventuais novos focos.
Casos anteriores e risco para humanos
Este não é o primeiro caso registrado na região; em junho, a prefeitura de Jaboticabal confirmou um surto de gripe aviária em uma granja, com monitoramento realizado pela divisão de saúde local. Até o momento, não há evidências de transmissão para humanos ou risco de agravamento da doença para a população.
Entenda melhor
A gripe aviária de alta patogenicidade é uma doença viral que afeta aves domésticas e silvestres, podendo causar altas taxas de mortalidade entre os animais. A transmissão para humanos é rara, mas o monitoramento rigoroso é essencial para evitar possíveis surtos e garantir a segurança da população.



