Mais de mil pacientes aguardam por leitos na regulagem estadual; Estado anunciou medidas mais restritivas na ‘Fase Emergencial’
São Paulo entra em fase emergencial com novas restrições a partir de 15 de março
Restrições impostas pela fase emergencial
O governo de São Paulo anunciou novas medidas restritivas para conter o avanço da Covid-19. A fase emergencial, que começa na segunda-feira (15/03) e vai até 30 de março, impõe restrições a 14 atividades econômicas. Entre as principais mudanças estão a proibição de retirada de produtos em todos os setores, o fechamento de lojas de material de construção e a suspensão de celebrações religiosas coletivas. O teletrabalho obrigatório para atividades administrativas não essenciais também foi determinado, assim como a suspensão de entrega de alimentos e produtos em estabelecimentos comerciais, com exceção do drive-thru e delivery 24 horas.
Impacto nas escolas e recomendações
As aulas presenciais nas escolas estaduais seguem as regras da fase vermelha, com possibilidade de atividades presenciais limitadas a 35% da capacidade. Entretanto, há recomendação para que as atividades presenciais sejam mantidas apenas quando estritamente necessárias, priorizando o ensino remoto. Essa recomendação se estende às redes municipais e privadas.
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Aumento de internações e ocupação hospitalar
O aumento significativo de internações, com mais de 9 mil pacientes internados em um único dia (47% acima do pico da primeira onda da pandemia), e a taxa de ocupação de leitos de UTI em 100% em 53 municípios do estado, demonstram a gravidade da situação. O secretário estadual da saúde, Jean Gorinchteyn, destacou o aumento de óbitos (12,3% em comparação à semana anterior) e a preocupação com a internação de jovens sem comorbidades devido às novas variantes do vírus.
As novas medidas restritivas buscam aumentar o isolamento social em mais de 50% no estado. A situação é preocupante, e a adesão da população às medidas é crucial para conter o avanço da pandemia. Prefeituras municipais, como a de Ribeirão Preto e Franca, devem anunciar suas próprias medidas, podendo adotar restrições mais rígidas que as determinadas pelo estado.



