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São Paulo pretende adiar a aplicação da segunda dose da CoronaVac com a intenção de imunizar mais pessoas nessa primeira etapa

Intenção contraria a orientação da Anvisa, que aponta que a segunda dosagem deve ser aplicada entre 14 e 28 dias
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Intenção contraria a orientação da Anvisa, que aponta que a segunda dosagem deve ser aplicada entre 14 e 28 dias

Intenção contraria a orientação da Anvisa, que aponta que a segunda dosagem deve ser aplicada entre 14 e 28 dias

São Paulo pode adiar segunda dose da Coronavac

Adiamento da segunda dose

O governo de São Paulo anunciou a intenção de adiar a aplicação da segunda dose da vacina Coronavac, contrariando a orientação da Anvisa. A justificativa é a de imunizar mais pessoas em um primeiro momento, ampliando a cobertura vacinal. O coordenador do centro de contingência, Paulo Menezes, afirmou que, do ponto de vista científico, um intervalo maior que 28 dias entre as doses pode até ser mais eficaz, considerando que o estudo original utilizou 14 dias para agilizar o processo de disponibilização da vacina à população. A prioridade, segundo ele, é reduzir internações e óbitos.

Posicionamento do Instituto Butantan

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que o adiamento da segunda dose por um período superior a 28 dias é possível, com base em alguns casos do estudo da Coronavac que não apresentaram problemas na resposta imunológica. Ele sugere uma extensão de até 15 dias além do prazo inicialmente recomendado.

Discussão ética e reserva de doses

A discussão central envolve a reserva de 50% das doses para a segunda aplicação. Há questionamentos éticos sobre a reserva de doses enquanto pessoas morrem, defendendo-se a aplicação de todas as doses disponíveis e o fornecimento da segunda dose posteriormente, mesmo que em um prazo maior. Para que a mudança seja implementada, o secretário executivo da Secretaria Estadual da Saúde, Eduardo Ribeiro, afirmou que será feita uma manifestação formal ao Programa Nacional de Imunização.

Além da questão da vacinação, a coletiva de imprensa abordou a retomada das aulas presenciais no estado de São Paulo. A merenda escolar será oferecida novamente a partir de 1º de fevereiro, priorizando os alunos mais vulneráveis. Um sistema online (sed.educacao.sp.gov.br/inicio) será usado para organização da demanda, permitindo que as famílias informem o interesse e os dias de frequência para evitar aglomerações. Os alunos que não conseguirem acessar o sistema podem contatar a escola diretamente.

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