Interior do estado cenário foi ainda pior, segundo pesquisa da Defesa Civil; região teve temperaturas de até 30% acima da média
São Paulo enfrentou o mês de junho mais seco e quente dos últimos 63 anos, segundo dados do Centro de Gerenciamento de Emergências da Defesa Civil Estadual. No interior, a situação foi ainda mais crítica.
Junho sem chuvas em São Paulo
Na capital paulista, não choveu um único dia em junho, com temperaturas máximas atingindo quase 30 graus, o maior valor desde 1961. Cidades do interior, como Campinas, Bauru, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, registraram temperaturas entre 20% e 30% acima da média.
Baixa umidade e risco de incêndios
A situação foi particularmente preocupante em Barretos, que registrou a menor umidade relativa do ar do Brasil em junho (14%), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Nos primeiros dias de julho, a umidade chegou a 18%, índice considerado muito baixo e prejudicial à saúde. A Defesa Civil explica que um sistema de bloqueio atmosférico impediu a chegada de umidade, inibindo chuvas. Ribeirão Preto chegou a decretar estado de emergência devido ao risco de incêndios florestais.
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A baixa umidade do ar exige cuidados com a saúde, como aumento da hidratação e evitar exercícios físicos em horários mais quentes. A população deve evitar ações que possam causar incêndios, como queima de lixo e uso de fogo para limpeza de terrenos.
Combate às queimadas
O governo de São Paulo realiza a operação “São Paulo sem Fogo”, com ações contínuas de prevenção e combate a incêndios florestais. A operação, em sua fase vermelha (junho a outubro), intensifica a fiscalização e a resposta a focos de incêndio. A população tem papel fundamental na prevenção, evitando ações irresponsáveis que possam gerar focos de incêndio.



