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São Paulo sanciona lei que obriga condomínios a denunciarem casos de violência doméstica e familiar

Confira como vai funcionar essa determinação com Marcio Spimpolo na coluna 'Condomínio Legal'
violência doméstica
Confira como vai funcionar essa determinação com Marcio Spimpolo na coluna 'Condomínio Legal'

Confira como vai funcionar essa determinação com Marcio Spimpolo na coluna ‘Condomínio Legal’

Na semana passada, o governador João Doria sancionou a lei que obriga condomínios residenciais e comerciais a denunciar casos de violência doméstica e familiar. A nova legislação (Lei nº 17.406/21), que entra em vigor em 15 de novembro, impõe novos desafios aos síndicos.

Novas responsabilidades para os síndicos

A lei atribui aos síndicos a responsabilidade de denunciar episódios de violência doméstica, ocorridos tanto nas áreas comuns quanto nas áreas privativas do condomínio. Essa é uma tarefa complexa, que exige cautela e discernimento, pois o síndico precisa lidar com denúncias que podem ser verdadeiras ou infundadas. A orientação é que o síndico utilize canais oficiais de registro de ocorrências no condomínio, como um livro de ocorrências físico, para garantir a comprovação dos fatos antes de realizar qualquer denúncia às autoridades.

Prevenção e comunicação

Para se preparar para as novas obrigações, os síndicos devem afixar cartazes informativos e educativos sobre a lei em áreas comuns do condomínio, como portarias e elevadores. Essa medida visa conscientizar os moradores sobre a importância de denunciar casos de violência doméstica e familiar, além de orientá-los sobre os procedimentos a serem seguidos. A comunicação clara e transparente entre síndico e moradores é fundamental para o sucesso da implementação da lei.

Aspectos legais e responsabilidades

Embora a lei obrigue a denúncia, o governador vetou o artigo que previa sanções para o condomínio e o síndico em caso de omissão. A regulamentação da lei ainda está em andamento, e ainda não está claro como serão tratadas as situações em que a denúncia não é feita. Diante disso, a recomendação é que os síndicos busquem orientação jurídica sempre que necessário, especialmente em casos complexos ou duvidosos. A prevenção e a busca por assessoria jurídica são cruciais para evitar problemas futuros.

A nova lei representa um passo importante na luta contra a violência doméstica, mas exige adaptação e responsabilidade por parte dos síndicos. A comunicação preventiva e a busca por respaldo jurídico são fundamentais para garantir a correta aplicação da lei e a proteção das vítimas.

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