Rulian Ricardo da Silva teria discutido com o atirador, que alegou legítima defesa; corpo da vítima será sepultado em Franca
Sargento da PM morre após discussão com capitão em São Paulo
Velório e enterro em Franca
O corpo do sargento Rulhian Ricardo da Silva, morto a tiros pelo capitão Francisco Laroca dentro de um quartel em São Paulo, chegou a Franca por volta de 13h. O velório ocorreu no mesmo dia, e o enterro foi realizado às 18h no Cemitério Santo Agostinho.
A discussão e o crime
Segundo informações divulgadas pelo comando da PM, a discussão que resultou no crime teria começado por causa de uma escala de trabalho no feriado da Páscoa. Rulhian teria questionado o capitão sobre a escala, e durante a discussão, o capitão efetuou três disparos contra o sargento. O motorista do capitão, também policial, teria atirado contra Rulhian. O sargento foi atingido no pescoço e na barriga, morrendo no alojamento. Há relatos de que Rulhian estava com problemas familiares e desejava ir a Franca para aproveitar o feriado.
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Polêmica sobre a arma e investigações
A família de Rulhian contesta a versão da polícia de que ele portava uma arma calibre 32. Eles afirmam que o sargento não possuía arma particular, e a presença da arma no local do crime está sendo questionada. A família, por meio de advogados, buscará esclarecimentos junto ao comando da polícia. Áudios que circulam nas redes sociais podem conter informações relevantes sobre a discussão entre o sargento e o capitão, e estão sendo investigados. O capitão Laroca, vereador suplente em São Paulo e ex-membro da Rota, já foi afastado da corporação por acusações passadas. A situação gerou comoção na cidade de Franca, onde Rulhian era conhecido por ter salvado a vida de sua sobrinha em 2020.
O caso permanece sob investigação, com a família buscando justiça e esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte do sargento Rulhian Ricardo da Silva.



