Gestante ficou 32 horas em trabalho de parto até que a médica decidisse o que fazer; caso aconteceu na maternidade Gota de Leite
A Secretaria da Saúde de Araraquara instaurou uma sindicância para apurar possível negligência médica na morte de um bebê na Maternidade Gota de Leite, na sexta-feira passada. A mãe, a comerciária Angélica Marques Del Passo, relata ter ficado 32 horas em trabalho de parto.
Parto Prolongado e Sofrimento Fetal
Segundo Angélica, o longo período de trabalho de parto foi marcado por indecisão médica sobre o procedimento a ser realizado. Ela afirma ter percebido a saída de mecônio (fezes do bebê) e alertado os médicos, mas recebeu a orientação para aguardar. Após a troca de plantão, outra médica teria afirmado que não se tratava de mecônio, mas de líquido amniótico. A mãe relata que o bebê foi retirado com o auxílio de instrumentos metálicos, apesar da anestesia, que segundo ela, não fez efeito. Angélica afirma ter relatado a dor persistente durante todo o procedimento.
Sequelas e Óbito
O bebê nasceu sem oxigenação cerebral, tendo aspirado mecônio, conforme constatado por cardiologista. Na manhã de sexta-feira, a família recebeu a notícia do falecimento do recém-nascido. A ausência de oxigenação cerebral e a aspiração de mecônio são fatores que contribuem para o óbito.
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Investigação em Andamento
A Maternidade Gota de Leite confirmou o afastamento da médica e a abertura de sindicância interna para apurar os fatos e verificar se os procedimentos foram realizados corretamente. O caso também foi encaminhado ao Conselho de Ética Médica do Cremesp e à Delegacia de Defesa da Mulher de Araraquara, que abriu inquérito para investigar o ocorrido. A maternidade se coloca à disposição da Justiça e da família para colaborar com as investigações.



