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Saúde de Barretos tem fila de espera de pacientes com Covid-19 a espera de um leito de UTI

Segundo o vice-diretor da Santa Casa, César Maurício da Silva, na manhã desta segunda, 32 barretenses aguardavam por vaga
fila de espera UTI
Segundo o vice-diretor da Santa Casa, César Maurício da Silva, na manhã desta segunda, 32 barretenses aguardavam por vaga

Segundo o vice-diretor da Santa Casa, César Maurício da Silva, na manhã desta segunda, 32 barretenses aguardavam por vaga

A pandemia de Covid-19 atingiu duramente a região de Barretos, interior de São Paulo. Dados do governo estadual apontam ocupação de 87% dos leitos de UTI no Departamento Regional de Saúde 5, que abrange 18 cidades. Em Barretos, a situação é ainda mais crítica.

Fila de espera por leitos de UTI

O Hospital de Amor, responsável pela gestão da Santa Casa de Barretos, registra uma fila de espera diária de 40 a 50 pacientes por leitos de UTI para tratamento de Covid-19. Em alguns dias, esse número chega a 60 pacientes. O médico César Maurício da Silva, vice-diretor técnico da Santa Casa, descreve a situação como preocupante, comparando-a aos momentos mais críticos da pandemia de gripe espanhola no Brasil. Ele destaca a grande quantidade de pessoas gravemente doentes sem acesso a cuidados adequados.

Triagem de pacientes

Com uma demanda tão alta e um número limitado de leitos (entre 6 e 7 vagas liberadas diariamente), a triagem dos pacientes é um processo delicado. O sistema Cross, central de regulação do estado de São Paulo, classifica os pacientes por grau de prioridade (1 a 4). O Hospital de Amor utiliza critérios da Associação de Medicina Intensiva Brasileira e da Associação Brasileira de Medicina de Emergência, considerando a saúde geral do paciente e suas chances de sobrevivência. Apesar de ser um processo validado, a decisão de priorizar alguns pacientes em detrimento de outros gera um peso humanitário imenso para a equipe médica.

Riscos e impactos

A falta de leitos de UTI resulta em óbitos evitáveis. Muitos pacientes aguardam em casa, muitas vezes em condições precárias, agravando seu estado de saúde. A equipe médica alerta para os riscos de se aguardar em casa, pois as estruturas hospitalares, mesmo lotadas, oferecem melhores condições de tratamento do que o atendimento domiciliar, especialmente em cidades menores com recursos limitados. A situação expõe a fragilidade do sistema de saúde, que não está preparado para lidar com uma demanda tão alta e prolongada. Há uma desconexão entre a gravidade da situação e o comportamento da população, que demonstra uma retomada intensa das atividades sociais, similar a um período de celebração, ignorando a realidade da pandemia.

A situação em Barretos reflete a complexidade da pandemia e a necessidade de uma resposta mais eficaz, tanto em termos de recursos de saúde quanto de conscientização da população sobre a importância das medidas de prevenção. A equipe médica enfrenta um desafio enorme, tomando decisões difíceis diariamente, em um contexto de recursos escassos e alta demanda.

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