Estrutura é a mesma utilizada para atendimento no Polo Covid nos anos anteriores
A abertura de uma tenda na UPA da 13 de maio, em Brasília, tenta amenizar a superlotação e o tempo de espera por atendimento. A repórter Michelle Souza esteve no local e descreveu a situação.
Longas Esperas e Pacientes no Chão
A fila de espera se estende pela porta da UPA, com pessoas sentadas no chão aguardando atendimento. O sistema de senhas não resolve a lentidão, e muitos pacientes relatam esperas excessivas. Um pai, Sr. Victor José Benzo, relata que seu filho, após passar por atendimento em outro posto de saúde, teve sua condição agravada e precisou retornar à UPA da 13 de maio. O menino esperou mais de 10 horas em um posto anterior, recebendo apenas um remédio que não surtiu efeito.
Situação Crítica em Múltiplas UPAs
A situação na UPA da 13 de maio reflete a realidade em outras unidades de saúde da região. A repórter também visitou a UPA Nelson Mandela, no bairro de Similon, encontrando cenário semelhante: muita gente esperando, algumas pessoas sentadas no chão, tanto dentro quanto fora da unidade. Segundo a Secretaria de Saúde, houve um aumento de 56% no fluxo de atendimentos nas UPAs, principalmente por casos de síndrome gripal e suspeitas de COVID-19.
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A Realidade da Superlotação
A alta demanda por atendimento médico, principalmente para casos de síndrome gripal, continua a ser um desafio para o sistema de saúde. A espera prolongada e as condições precárias de atendimento em algumas unidades refletem a necessidade de investimentos e melhorias na infraestrutura e no quadro de profissionais para garantir um serviço de saúde adequado à população.


