Pacientes que dependem dos remédios estão com dificuldade para seguir tratamento
Falta de remédios em postos de saúde de Ribeirão Preto afeta tratamento de doenças crônicas
Remédios em falta e seus impactos
Pacientes de Ribeirão Preto enfrentam dificuldades para obter medicamentos essenciais para o tratamento de doenças crônicas. Nelson Donizetti dos Santos, por exemplo, precisa de sete medicamentos diariamente para controlar a pressão arterial, prevenir o câncer e problemas de próstata. Há sete meses, porém, alguns remédios estão em falta nos postos de saúde, obrigando-o a comprá-los com recursos próprios. O custo mensal adicional compromete seu orçamento, já que ele precisa arcar com despesas de R$ 200,00 apenas para a prevenção do câncer. A situação é agravada pelo fato de Nelson estar desempregado, impossibilitando-o de cobrir integralmente os custos dos tratamentos.
Iraí de Ferreira, dona de casa, também relata a falta de medicamentos em postos de saúde, impactando o tratamento de problemas de garganta. A falta de remédios se estende a diversos postos, como o do Castelo Branco, onde pelo menos 36 medicamentos estão em falta, incluindo antibióticos, colírios, anticoagulantes, remédios para tratamento hormonal, insônia e até mesmo para o tratamento do câncer.
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Atrasos e Licitações
Segundo o secretário de saúde de Ribeirão Preto, Sandro Scarpellini, o problema teve início em janeiro devido a atrasos no pagamento das empresas distribuidoras. Embora a situação tenha melhorado com a negociação com algumas empresas e a retomada da entrega de alguns medicamentos, novas licitações se fizeram necessárias, causando atrasos na disponibilização de outros. Atualmente, 28 medicamentos apresentam problemas de entrega, sendo que nove aguardam entrega após a conclusão de contratos e licitações, enquanto os outros 19 estão em processo de licitação.
Situação atual e perspectivas
A falta de medicamentos em postos de saúde de Ribeirão Preto impacta diretamente a vida de pacientes com doenças crônicas, forçando-os a arcar com custos elevados para manter seus tratamentos. A situação, embora esteja em processo de resolução com novas licitações e negociações, demonstra a necessidade de aprimoramento nos processos de distribuição e aquisição de medicamentos para garantir o acesso da população aos tratamentos essenciais. A variação da falta de medicamentos de posto para posto também exige atenção e monitoramento contínuo por parte das autoridades de saúde.



