Administrar as emoções de familiares, pacientes e até dos profissionais da saúde tem colocado à prova esses especialistas
Em Ribeirão Preto, durante o pior momento da pandemia, profissionais de saúde demonstravam esgotamento, mas persistiam em salvar vidas. Quando ocorriam perdas, psicólogos e assistentes sociais desempenhavam um papel crucial no acolhimento dos familiares.
Acolhimento em Tempos de Luto
No Hospital Santa Casa, a psicóloga Maria Augusta coordenava uma equipe que se dedicava ao apoio emocional. Ela destaca a importância do trabalho em equipe para auxiliar pacientes e familiares em seu restabelecimento. A união da equipe faz a diferença no atendimento humanizado e integral.
O Trabalho Incansável dos Assistentes Sociais
Carina Malta, assistente social de um hospital particular da cidade, com três anos de experiência, descreve o desafio de lidar com um grande número de mortes. Apesar da dificuldade, ela encontra consolo na empatia demonstrada às famílias em sofrimento. Seu trabalho abrange todo o período de internação, desde a busca por informações até o acompanhamento após o óbito.
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O Cuidado com a Saúde Mental dos Profissionais
A psicóloga e especialista em luto, Gabriela Aleplia, ressalta a necessidade de os profissionais de saúde cuidarem de sua própria saúde mental. Ela sugere atividades como exercícios físicos e momentos com familiares (respeitando o isolamento) para lidar com o sofrimento emocional gerado pela exposição diária a situações de morte e emergência. A empatia, prática fundamental nesses momentos, é um ponto crucial no trabalho desses profissionais.
Em meio à pandemia, a importância do cuidado individual e coletivo se destaca. Medidas como o uso de máscaras e o distanciamento social continuam sendo essenciais para a proteção de todos.



