Primeiro dia de paralisação em Ribeirão Preto prejudicou principalmente as consultas médicas e o serviço tapa-buraco
A paralisação dos servidores municipais de Ribeirão Preto, iniciada à zero hora desta sexta-feira, afetou diversos serviços públicos devido ao atraso no pagamento dos salários.
Saúde prejudicada
A unidade básica distrital do Castelo Branco foi a mais afetada, com cerca de 70% dos trabalhadores em greve. Serviços como agendamento de consultas, consultas de rotina e clínica médica foram suspensos, prejudicando pacientes como o aposentado Sérgio Augusto Prego, que teve sua consulta remarcada após o início da paralisação. Ele havia marcado a consulta em dezembro e se viu impossibilitado de realizar o atendimento.
Prefeitura e posicionamentos
A prefeitura, notificada da greve, informou que só poderá pagar os salários dos servidores no dia 11, alegando falta de recursos. O prefeito enfatizou a situação financeira difícil do município, que recebeu a administração com apenas R$ 3 milhões em caixa, enquanto o pagamento dos servidores exige mais de R$ 50 milhões. O jurista Roberto Reck explicou a legalidade da paralisação, afirmando que os trabalhadores têm o direito de greve em situações previstas na lei, por meio de sindicatos. Ele também pontuou a possibilidade de motivações políticas por trás da decisão de greve nesse momento.
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Impactos e desfecho
Apesar da baixa adesão em outros prédios públicos, o serviço de tapa-buracos foi significativamente afetado. Na saúde, apenas a unidade distrital do Castelo Branco teve atendimento prejudicado, com o sindicato dos servidores municipais montando uma triagem para os pacientes. A prefeitura divulgou nota informando que a maioria dos trabalhadores não aderiu à greve, compreendendo a situação financeira do município. A reportagem acompanhou os impactos da greve e os posicionamentos da prefeitura e dos trabalhadores envolvidos.



