Quem fala sobre esse desafio é Dimas Facioli na coluna ‘CBN Emprego e Oportunidades’
Saúde mental: um desafio para empresas e sociedade
Preocupação crescente com a saúde mental
A saúde mental tornou-se um tema central na agenda de governança empresarial no Brasil. Uma pesquisa do Instituto Ipsos, realizada em 30 países com mais de 20.500 pessoas, revelou que 53% dos entrevistados demonstram preocupação com a saúde mental. No Brasil, esse índice é ainda maior: 75% da população se preocupa com o bem-estar mental, o maior percentual entre os países pesquisados. Em contraponto, países como China (26%), Coreia do Sul (31%) e Rússia (33%) apresentaram índices significativamente menores.
Impacto econômico e social
Os transtornos mentais e emocionais são a segunda maior causa de afastamentos do trabalho no Brasil, segundo o Ministério da Previdência. O IBGE registrou um aumento de 34,2% em seis anos no número de brasileiros diagnosticados com depressão. A Organização Mundial da Saúde estima que a depressão e a ansiedade geram um custo anual de um trilhão de dólares para a economia global em perda de produtividade. Esses dados demonstram a urgência em se abordar a questão da saúde mental, não apenas no âmbito individual, mas também no contexto social e econômico.
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O papel das empresas na promoção da saúde mental
As empresas têm um papel crucial na promoção da saúde mental de seus funcionários e da sociedade como um todo. Isso envolve o desenvolvimento de políticas de atenção, prevenção e cuidados, além da produção e compartilhamento de conteúdos relevantes sobre o tema. A iniciativa privada tem demonstrado crescente disponibilidade para investir em causas sociais, e a saúde mental se configura como um desafio que exige ações conjuntas de empresas, governos e sociedade civil. A conscientização e a quebra de estigmas são passos essenciais para garantir um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo, contribuindo para uma sociedade mais equilibrada e justa.