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Saúde tentou localizar família de Sophia após atraso vacinal, mas não teve sucesso, diz Secretaria

Atendimentos ocorreram entre 2022 e 2023; depois disso, criança não foi mais encontrada pela rede municipal
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A Secretaria de Saúde de Ribeirão Preto informou que tentou realizar busca ativa pela menina Sophia, de 3 anos, após identificar atraso vacinal e faltas em consultas, mas não conseguiu localizar a família.

As informações foram repassadas à CBN nesta quarta-feira (18) e ajudam a esclarecer o histórico de atendimentos da criança na rede pública municipal. De acordo com a nota, o primeiro registro de atendimento ocorreu em 2022, quando Sophia tinha dois meses. Na ocasião, a consulta foi agendada para acompanhamento de rotina. A responsável informou que a criança também realizava consultas em Itapetininga.

Cerca de um mês depois, houve novo atendimento de rotina, ainda com a mãe. O prontuário registrava aleitamento materno e bom estado geral de saúde naquele momento.

Nova responsável

Em 6 de junho de 2023, quando a menina tinha 1 ano e 1 mês, foi realizado novo atendimento. Desta vez, a criança foi levada pela companheira do avô, que atualmente está presa preventivamente no curso das investigações. Na consulta, foram identificados atraso vacinal e queixa de tosse persistente. Também foi informado à equipe de saúde que a criança teria sido retirada da mãe por determinação do Conselho Tutelar.

Segundo a Secretaria de Saúde, após faltas em consultas e diante do esquema vacinal em atraso, a equipe realizou tentativas de busca ativa para restabelecer o acompanhamento da criança. No entanto, não houve sucesso na localização da família. A unidade onde ocorreram os atendimentos é do modelo tradicional e não conta com agentes comunitários de saúde realizando visitas domiciliares regulares na área de abrangência.

Sem acompanhamento contínuo

Ainda conforme apurado, a família não residia fixamente em Ribeirão Preto. Sophia alternava períodos entre Ribeirão e Itapetininga, o que dificultava o acompanhamento contínuo pela rede municipal. Além disso, pela idade, não havia obrigatoriedade de matrícula escolar, o que também reduzia as possibilidades de identificação de eventuais sinais de maus-tratos por meio da rede de ensino.

As novas informações reforçam que houve tentativa de acompanhamento por parte da rede pública de saúde, mas que a família não foi localizada. A Polícia Civil agora investiga as circunstâncias da morte da criança e a eventual responsabilidade dos envolvidos.

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