Se a reforma ortográfica eliminou o hífen em diversas palavras, por que ‘cor-de-rosa’ ainda tem?
Rita Lee e sua canção ‘Cor de Rosa Choque’ nos inspiram a explorar as nuances do uso do hífen na língua portuguesa, um tema que frequentemente causa dúvidas. Vamos desvendar as exceções e regras que regem essa pequena, mas importante, ferramenta gramatical.
Expressões Consagradas e o Hífen Persistente
Algumas expressões, mesmo após o novo acordo ortográfico, mantiveram o uso do hífen devido à sua consagração pelo uso. ‘Cor de rosa’, como na música de Rita Lee, é um exemplo clássico. Outras expressões como ‘pé de meia’ e ‘água de colônia’ também seguem essa regra. Embora alguns linguistas apontem uma certa subjetividade nessa definição, é importante estar atento a essas exceções para evitar erros.
Nomes de Plantas e Animais: Uma Regra Mais Clara
Uma regra mais direta e fácil de memorizar é a que se aplica aos nomes de plantas e animais. Mesmo que haja um elemento de ligação, como uma preposição, o hífen é mantido. ‘Cana-de-açúcar’, ‘Ipê-do-cerrado’, ‘pimenta-do-reino’, ‘bem-te-vi’, ‘joão-de-barro’ e ‘porquinho-da-índia’ são exemplos que ilustram essa regra. Essa convenção facilita a escrita e evita ambiguidades.
Mula Sem Cabeça: Folclore à Parte
Uma curiosidade interessante surge com a figura folclórica da ‘mula sem cabeça’. Ao contrário dos nomes de animais reais, ‘mula sem cabeça’ não leva hífen. Isso porque não se trata de um animal existente, mas sim de uma lenda. A história da mula sem cabeça, frequentemente associada a um castigo a uma mulher que se relacionou com um padre, nos lembra que nem tudo que parece animal leva hífen.
Com essas dicas e exemplos, esperamos ter clareado as dúvidas sobre o uso do hífen em algumas expressões específicas, facilitando a aplicação correta na escrita do dia a dia.



