Estudo mostra problemas e situações envolvendo o transporte público na cidade nos últimos 10 anos e projeta na próxima década
Após a recente greve de motoristas em Ribeirão Preto, a prefeitura entregou um relatório sobre o transporte coletivo à Câmara, Ministério Público e outras autoridades. O documento aponta a necessidade de revisão do contrato de 2012, considerando as mais de 1.600 reclamações registradas desde 2021 e um incidente trágico envolvendo a morte de um idoso.
Problemas no transporte coletivo
O secretário da Justiça de Ribeirão Preto, Alexandre Irata, explicou que o estudo, realizado em seis meses, analisou os 20 anos de concessão do transporte público na cidade. O contrato atual, assinado em 2012, não se adequa às necessidades atuais, principalmente no que diz respeito ao custeio. Atualmente, o sistema é financiado exclusivamente pela tarifa, um modelo diferente da maioria das grandes cidades brasileiras, que recebem subsídios das prefeituras. Apesar das multas aplicadas pela Transerp ao consórcio Pro-Urbano por descumprimento de cláusulas contratuais, o contrato permanece válido.
Necessidade de mudanças
O estudo indica que o sistema de transporte coletivo opera em déficit desde antes da pandemia, situação agravada pela crise sanitária. A baixa qualidade do serviço contribui para a baixa adesão de passageiros, fazendo com que muitas pessoas optem por outros meios de transporte. O relatório propõe melhorias significativas, como a troca completa da frota de ônibus em dois anos, com veículos equipados com ar-condicionado, suspensão pneumática e Wi-Fi. A inclusão de cláusulas de performance no novo contrato garantiria a implementação dessas melhorias.
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Propostas para o futuro
Para os próximos dez anos, o estudo prevê alternativas de custeio e a possibilidade de um subsídio da prefeitura para manter a tarifa acessível à população. A meta é ajustar o contrato a partir de janeiro de 2023, sem previsão de aumento imediato na tarifa. Embora o estudo atual se baseie na concessão com o consórcio Pro-Urbano, outras possibilidades, como a abertura para outras empresas, não são descartadas. A prioridade, no entanto, é melhorar o serviço prestado pelo consórcio atual. O acompanhamento permanente da Transerp, incluindo a aplicação de penalidades, visa garantir a prestação de um serviço de qualidade.



