Quem traz as explicações é a mestra em linguística Lígia Boareto na coluna ‘CBN Papo Certo’
Nesta semana, a colunista Lígia Boareto esclareceu dúvidas sobre o uso das palavras “estada” e “estadia”. Em uma conversa informal, ela explicou as nuances e a evolução do significado dessas palavras na língua portuguesa.
Estadia x Estadia: Uma Questão de Uso
A dúvida principal gira em torno da utilização adequada de “estada” e “estadia”. Antigamente, a norma culta prescrevia o uso de “estada” para se referir à permanência de pessoas em um local, como uma cidade ou hotel. Já “estadia” era empregada para objetos e meios de transporte em determinado lugar, como um navio em porto.
A Evolução da Língua e a Flexibilização do Uso
Com o tempo, a língua evoluiu, e o uso de “estadia” se popularizou, mesmo para se referir à permanência de pessoas. Essa mudança de hábito levou os dicionários a reconhecerem o uso de “estadia” como sinônimo de “estada” para pessoas. Atualmente, ambas as palavras podem ser usadas indistintamente para esse fim. Entretanto, para objetos e meios de transporte, o uso de “estadia” continua sendo o mais adequado.
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Considerações Finais
Em resumo, embora a norma culta original estabelecesse distinções entre “estada” e “estadia”, a linguagem moderna apresenta maior flexibilidade. Hoje, o uso de “estadia” para pessoas é amplamente aceito, enquanto “estadia” permanece a forma preferencial para objetos e meios de transporte. A língua portuguesa é dinâmica e se adapta às mudanças de uso, refletindo a evolução da comunicação.