Promotor teria pedido emprego para um primo em empresas suspeita, segundo Operação Sevandija
Investigadores da Operação Sevandee apuram possível indicação de emprego para primo do promotor Sebastião Sérgio da Silveira na Codep, companhia de desenvolvimento econômico de Ribeirão Preto.
Indícios de irregularidades
Um e-mail interceptado pela polícia mostra o promotor falando em “lealdade” ao então secretário da fazenda, Francisco Sérgio na Lini. Durante depoimento, a ex-funcionária da Codep, Maria Lúcia Pandolfo, disse não conhecer o promotor e indicou o superintendente da época, Vicuri ou Vanilza, para mais informações sobre a contratação de Antônio Augusto Mélis Calisto. Vanilza da Silva Daniel, outra ex-funcionária presa na operação, preferiu ficar calada.
E-mail revela conversa entre promotor e secretário
A polícia interceptou um e-mail entre o secretário Francisco Sérgio na Lini e o promotor Sebastião Sérgio da Silveira. Um trecho chama atenção: “Os amigos nem sempre estão do mesmo lado. Terminei atrásra a petição inicial do IPTU e, por dever de lealdade, estou enviando uma cópia para vocês.” Sebastião Sérgio da Silveira, promotor da cidadania, era o único que poderia investigar crimes na administração da prefeita.
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Promotor se defende e investigações seguem
Em 2012, o promotor recebeu denúncia sobre a Codep, acusada de empregar pessoas indicadas por vereadores em troca de propina. Em entrevista, o promotor afirmou que a situação é mais grave do que se imaginava. O Tribunal de Justiça divulgou nota sobre as investigações do Ministério Público, sem citar se o promotor está sendo investigado. O promotor negou as acusações, atribuindo-as a uma tentativa de desmoralizá-lo. Francisco Sérgio na Lini disse que a expressão “dever de lealdade” pode ter sido usada em relação à aprovação da nova lei do IPTU. Antônio Augusto Mélis Calisto não foi encontrado para comentar.
As investigações da Operação Sevandee continuam em andamento, buscando esclarecer os fatos e determinar responsabilidades.



